Parecer é pela não volta às aulas

Presidente da Amesc, o prefeito de São João do Sul, Moacir Teixeira (MDB), se reuniu ontem à tarde com Secretários Municipais de Saúde de nossa região, para discutir a atual situação da Covid-19 aqui no Extremo Sul. Na reunião, houve ampla exposição de motivos por parte dos secretários, que fizeram questão de ressaltar que a pandemia de Covid em nossa região, no atual momento, é muito preocupante, o que, de certo modo, acaba sendo reflexo do cenário constatado em toda Santa Catarina.
Consultados sobre a possibilidade de retorno às aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino no próximo dia 1º de março, os secretários, em linhas gerais, desaconselharam a iniciativa, reforçando a ideia que o mais salutar é a manutenção das aulas não via remoto, a exemplo do que se deu ao longo de praticamente todo o ano de 2020.
Amanhã os prefeitos da Amesc estarão reunidos com representantes das Secretarias Municipais de Educação, e também da Saúde, para discutir o assunto para discutir o tema. Todavia, tudo indica que as aulas municipais não serão retomadas a partir da próxima segunda-feira, como estava planejado. “Tudo leva a crer que este será o caminho, mas esta é uma decisão que precisará ser tomada em conjunto, pelos prefeitos e pelo pessoal da Saúde e da Educação”, comenta Moacir Teixeira.
É muito provável que a volta às aulas de forma presencial, na Rede Municipal de Ensino, só aconteça depois que o atual surto de Covid, derivada das férias de verão e do Carnaval, esteja sob controle. A data final desde ciclo ainda é uma incógnita.
Tiago Zilli confirma que deseja ser candidato a estadual
Ex-prefeito de Turvo, Tiago Zilli (MDB), colocou, de forma oficial, seu nome a disposição de seu partido, para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa ano que vem. De acordo com ele, a motivação para o desafio está ligada diretamente ao incentivo que recebeu nas últimas semanas de diversas lideranças emedebistas do Sul do Estado, que o estimularam ao embate eleitoral de 2022. “Sei que não se trata de uma tarefa fácil, mas também está longe de ser impossível. O MDB de nossa região possui amplo histórico de representação na Assembleia Legislativa. O que precisamos é retomar o assento que nos é de direito”, comenta Tiago Zilli.
Zilli defende que MDB de nossa região tenha somente um candidato
A oficialização da intenção de Tiago Zilli de disputar a Assembleia Legislativa ano que vem não tem condicionantes, todavia, ele ressalta que o MDB do Extremo Sul precisa fechar questão com apenas uma candidatura regional. “Ainda não sei se temos outro nome da região da Amesc que também queira ser candidato a deputado estadual. Se houver, minha sugestão é que o MDB opte por apenas uma candidatura, de modo a mantermos o partido unido”, comenta. De acordo com ele, se a escolha do partido for por outro nome, este teria seu total apoio. “Só não vejo sentido em termos dois candidatos a estadual pela Amesc”, ressalta. De fato, se trataria de uma situação sem o menor sentido.
Assembleia votará devolução de mandato de Júlio
Quem apostou que seria Gilmar Mendes se enganou. Autorização para que Assembleia Legislativa decida sobre a devolução, ou não, do mandato do deputado estadual afastado Júlio Garcia (PSD), foi dada pelo Ministro Edson Fachin. Com isto, agora, é só uma questão de dias para que Júlio volte ao legislativo catarinense. Basta que a Assembleia vote a devolução de seu mandato. Isso não o livra da condição de réu na Operação Alcatraz, tampouco da tornozeleira eletrônica arbitrada pela juíza federal Janaína Cassol. Em linhas gerais, Fachin partiu do princípio que somente a própria Assembleia, e não o judiciário, poderia impedir o exercício do mandato de deputado conquistado por Júlio Garcia nas urnas. Janaína Cassol já deu parecer acatando decisão de Fachin, mas ressaltou que Assembleia Legislativa promova votação específica para tratar do assunto, o que não será nada difícil, e cujo resultado pró-Júlio Garcia já é sabido.
Carlos Moisés vive momento de céu astral na política
Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) não tem do que reclamar. No final do ano passado Polícia Federal concluiu que ele não teria nada a ver com a famigerada compra de 200 respiradores, para combate a Covid-19, que custaram R$ 33 milhões aos cofres públicos. A culpa pela compra dos respiradores não entregues teria sido de outros agentes públicos. No embalo, neste ano o Ministério Público também resolveu não denunciar o governador, partindo da presunção de sua inocência. Ontem, oito das 15 pessoas que protocolaram pedido de impeachment contra Carlos Moisés, por conta da malograda questão dos respiradores, solicitaram a retirada de seus nomes do pedido do processo do processo que solicita sua cassação. Aos poucos, as coisas estão clareando para o lado do governador.

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