Projeto, criado pela pastora da Igreja Amor e Graça, Adriana Costa, oportuniza aconselhamento, ajuda jurídica e psicológica as viúvas
Sombrio
Almanah é a viúva, em hebraico antigo, silenciosa. A mulher que perdeu o companheiro e precisa lidar com o luto e, ao mesmo tempo, as questões práticas do dia a dia, como pagar as contas, pois a vida continua.
Há um ano e meio, a pastora da Igreja Amor e Graça, Adriana Costa, perdeu o marido. Aos 48 anos de idade, ela ficou com dois filhos adolescentes, que dependiam dela para viver. “É muito difícil, pois em meio a dor, é preciso lidar com documentos como certidão de óbito, conta bancária, encaminhamento da pensão, e às vezes a mulher não sabe o que fazer”, diz.
Adriana se virou como pode, assim como tantas viúvas, e quase entrou em depressão. Há quatro meses, revela ter idealizado um projeto colocado por Deus em seu coração. Foi assim que nasceu o Almanah.
O projeto oportuniza aconselhamento, ajuda jurídica e psicológica as viúvas. “Eu senti o que é uma mulher sozinha com a sua perda, tendo que se refazer para cuidar dos filhos, das finanças e das suas emoções. Mas temos uma sabedoria e uma força que se chama Espírito Santo de Deus”, comenta a pastora.
O projeto Almanah funciona na casa de Adriana, no bairro São Luiz em Sombrio, onde as mulheres se encontram para receber ajuda de todo tipo, e também podem aprender a costurar ou fazer crochê, tudo sem nenhum custo. Juntas elas choram, riem, costuram, fazem trabalhos manuais e o melhor de tudo, voltam a ter esperança. “O resultado tem sido maravilhoso. Uma senhora que tinha perdido um filho e depois o marido, não queria mais sair de casa. Agora ela participa dos nossos encontros, é uma colaboradora e mudou muito”, afirma Adriana.
O grupo cresceu rapidamente e conta com viúvas recentes ou mais antigas, algumas jovens e outras mais velhas, de todas as religiões ou mesmo sem religião nenhuma. A única regra é ser uma almanah, viúva, por isso a prefeita de Sombrio Gislaine Cunha faz parte do grupo. Assim como a pastora, Gislaine perdeu o marido para o câncer.
O encontro Almanah acontece todo primeiro sábado no mês, e quem quiser mais informações pode procurar o projeto nas redes sociais.
Além do encontro mensal, outras atividades são realizadas durante a semana.









