Na última segunda-feira (11), faleceu o americano Paul Alexander (78), devido a uma infecção causada pelo covid-19. Paul contraiu poliomielite aos 6 anos e viveu dentro de um ‘pulmão de aço’ por sete décadas, ficando conhecido mundialmente por sua história.
A doença o deixou paralisado do pescoço para baixo e o incapacitou de respirar sozinho, tornando-se o homem que viveu por mais tempo em um pulmão de ferro. Apesar de suas limitações, aos 21 anos de idade, Paul conseguiu concluir seu ensino médio em Dallas e logo após a conclusão, foi aceito na faculdade de direito na Universidade do Texas, em Austin.

Foram anos de estudos até se formar e conseguir advogar. Além de suas atividades acadêmicas, ele organizou uma manifestação pelos direitos das pessoas com deficiência e publicou seu livro de memórias, intitulado ‘Três minutos para um cachorro: minha vida em um pulmão de ferro.’
Após a conclusão do curso, Paul chegou a representar clientes no tribunal com o auxílio de uma cadeira de rodas modificada que mantinha seu corpo paralisado em pé.
O que é poliomielite?
A poliomielite é uma doença causada pelo poliovírus, transmitido por vias aéreas, boca e água ou alimentos contaminados, especialmente em ambientes com baixa higiene. Seus sintomas são semelhantes aos de gripe ou infecção intestinal, mas podem levar a paralisia aguda.
O ano de 1952 foi cheio de medo para muitos pais. Foi o pior ano para a poliomielite nos EUA, com quase 60.000 casos notificados em todo o país.
Para Alexander, a infecção começou com dores no corpo e febre alta, mas pouco depois ele perdeu a capacidade de andar, engolir e respirar. Os médicos realizaram uma traqueotomia e colocaram-no num pulmão de ferro, um tanque selado usado para tratar pacientes com poliomielite que tinham dificuldade para respirar por conta própria.
Durante a epidemia, as enfermarias dos hospitais foram revestidas com esses respiradores. Eles estimulam a respiração variando a pressão do ar para comprimir e deprimir o peito. As crianças normalmente passavam algumas semanas sozinhas enquanto se recuperavam da doença, deitadas de costas, incapazes de fazer muita coisa. Mas Alexander não saiu da dele.
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