Foi formalizada na última quinta-feira (5) a transferência definitiva do antigo prédio do fórum para o patrimônio do município de Turvo. O imóvel, que abriga a sede da prefeitura desde 2013, passa agora a pertencer oficialmente ao poder público municipal após a conclusão dos trâmites legais.
O ato foi conduzido pelo juiz Manoel Donisete de Souza, representando o Poder Judiciário de Santa Catarina, e contou com a presença do prefeito Heriberto Afonso Schmidt, servidores e membros da comunidade. A cerimônia ocorreu no antigo salão do júri, ambiente que preserva características históricas, como mesas e assentos originais.
Com cerca de 1.100 metros quadrados e localizado no centro da cidade, o prédio vinha sendo utilizado por meio de cessão. A regularização contou ainda com a colaboração do deputado estadual Tiago Zilli, que atuou para viabilizar o processo.
Para o prefeito, a formalização garante segurança jurídica e fortalece a administração. “É um passo fundamental para que o imóvel continue servindo à população de forma legal e transparente”, afirmou.
O magistrado ressaltou que a iniciativa preserva a história e contribui para o futuro do município. “A doação reforça a parceria entre o Judiciário e Turvo, sempre em prol do cidadão e do fortalecimento das instituições locais”, destacou.
Um prédio que faz parte da história
Inaugurado em agosto de 1980, durante a VI Festa do Colono, o edifício foi um dos grandes investimentos do Estado na época. Batizado de Fórum Dr. Vinícius Collaço de Oliveira, funcionou como sede do Judiciário até maio de 2013, quando a comarca passou a atender em novo endereço, no bairro Cidade Alta.
Instalada em 24 de maio de 1956, a comarca de Turvo tem trajetória marcada pelo pioneirismo. A primeira magistrada foi Thereza Grisólia Tang, a primeira mulher a se tornar juíza, desembargadora e presidente de um tribunal de justiça no Brasil.
Resgate da memória
Para celebrar os 70 anos de instalação da comarca, servidores coordenam uma força-tarefa para reunir fotografias, relatos e documentos que ajudem a reconstruir a memória do Judiciário na região.










