Governador Jorginho Mello (PL) não tem feito muita questão de deixar o mercado eleitoral catarinense deitado em berço esplendido, e ao som do mar e à luz do céu profundo. Muito pelo contrário, o mandatário da governadoria estadual tem deixado em polvorosa os bastidores da política em Santa Catarina, na medida em que tem promovido anúncios cada vez mais perturbantes e enigmáticos.
Depois de oferecer a vaga de candidato a vice, em sua chapa à reeleição, para o MDB e o PSD, Jorginho fechou, pelo menos por enquanto, com o prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo, para a composição de sua majoritária executiva. Se irá, de fato, manter Adriano como seu companheiro de chapa, só o tempo dirá, já que o governador não parece muito preocupado em ter compromisso com o amanhã, quando o assunto é política. Em princípio, para ele, o que vale é o hoje. Se amanhã os ventos mudarem, a história poderá ser outra.
De todo modo, se Jorginho persistir com a tese de ter Adriano Silva como seu vice, e bancar as candidaturas da deputada federal Carol de Toni, assim como do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro, ambos do PL, ao Senado Federal, o recado ao mercado eleitoral estará mais do que dado: o governador irá para o tudo ou nada com uma chapa completa vocacionada ao alinhamento com o bolsonarismo.
É claro que o governador sabe que estará se atirando em um rio cheio de piranhas, mas sua aposta é a de que o jogo no segundo turno será zerado, com a expectativa que o eleitor catarinense repita os percentuais das eleições de 2018 e 2022, quando conferiu 70% dos votos ao candidato ao governo catarinense alinhando com Jair Bolsonaro.
O risco que Jorginho Mello corre ao alijar partidos como o MDB, Progressistas e União Brasil de seu leque de composição, no entanto, não deixa de ser eminente. Se todos fecharem com a candidatura oposicionista do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), a campanha eleitoral será extremamente pesada para o governador.
Finais
- O deputado estadual Tiago Zilli realiza, nesta segunda-feira, às 10h, em Araranguá, a inauguração oficial do Escritório de Apoio à Atividade Parlamentar da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O espaço atenderá toda a região do Extremo Sul Catarinense, abrangendo os 15 municípios que integram a Amesc. Embora já esteja em funcionamento, a partir desta data o escritório passa a oferecer atendimento direto à população. Instalado na Avenida 7 de Setembro, nº 2166, no Centro de Araranguá, em frente à Padaria Santa Clara, o escritório foi planejado para atuar como um canal permanente de diálogo entre o mandato parlamentar e a comunidade regional. A iniciativa tem como objetivo aproximar ainda mais o gabinete das demandas locais, disponibilizando um espaço onde prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, representantes de entidades e cidadãos possam apresentar sugestões, projetos, reivindicações e propostas.
- Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, irá julgar na próxima quinta-feira, às 10h, recurso da coligação Bora Trabalhar, então composta por PSD, União Brasil e Patriota, que pede a cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL), por abuso de poder econômico. O mesmo processo já foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral, em Florianópolis, com Seif tendo ganho a ação, o que gerou o recurso no TSE. Basicamente, a tese é a de que o empresário Jorge Seif, então candidato ao Senado em 2022, teria se beneficiado da estrutura empresarial de Luciano Hang, dono das Lojas Havan, para conseguir se eleger. Caso ele seja cassado, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), segundo colocado na eleição para o Senado naquele pleito, assumirá seu lugar temporariamente, até que seja promovida nova eleição para o preenchimento da vaga, o que provavelmente aconteceria no pleito de outubro deste ano.










