O Progressistas de Santa Catarina está insistindo em uma tese que há muito já não funciona mais na política moderna: a legenda insiste em ser mais valorizada do que seu tamanho permite que o seja. O partido, oriundo do PDS, que já deteve o comando do Governo do Estado, e a maioria das 40 cadeiras de deputados estaduais e 16 federais, além de dois dos três senadores, no mesmo mandato, atualmente conta com apenas três parlamentares na Assembleia Legislativa e um senador, mas mesmo assim insiste em querer dar as cartas do jogo político catarinense.
Pontualmente, neste momento, vemos o Progressistas trabalhando de forma incansável para que o senador Esperidião Amin, maior líder do partido no Estado, seja candidato à reeleição tendo como único companheiro de aliança o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), com ambos alicerçando, e sendo alicerçados, pelo governador Jorginho Mello (PL) em seu projeto de um novo mandato.
Esta exigência não é velada, muito pelo contrário, ela é explícita. Neste sentido, o Progressistas não admite a candidatura da deputada federal Carol de Toni, ao Senado Federal, seja por que partido for. A imposição chega a ser ridícula, pois parte do princípio que Carol não tem vida própria. O que o Progressistas quer é que o governador Jorginho garanta que a deputada não disputará o Senado, em hipótese alguma, como se ele mandasse nela, e como se ela tivesse a obrigação de ser subordinada a alguém.
Trata-se, sem nenhuma dúvida, de uma exigência descabida, e moralmente questionável, mesmo diante de toda perversão que, como bem sabemos, norteia a política nacional. Esta situação acaba expondo, de forma indelével, a própria fragilidade do Progressistas, que, com toda sua estrutura remanescente, tem se acovardado diante de uma advogada de 39 anos que cumpre apenas o seu segundo mandato político. Exigir uma vaga das duas vagas ao Senado, para Esperidião Amin, na majoritária de Jorginho Mello é legitimo, faz parte do jogo, afinal, em política, quem apoia quer ser apoiado. O problema é que o Progressistas, em parceria com o União Brasil, através da federação União Progressista, tem exigido que Carol sequer dispute o Senado. Em tempos de guerra, isto seria classificado como covardia.
Aliás, uma eleição não é uma guerra?
Finais
- Ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), oficializou dobradinha com o deputado estadual Júlio Garcia (PSD), para a disputa do pleito eleitoral deste ano. Clésio será candidato à Assembleia Legislativa, e Júlio candidato à Câmara Federal. Com este alinhamento, a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB), que há mais de 20 anos mantinha um profundo alinhamento político com Clésio Salvaro, não terá mais seu apoio. Mais que isto, eles estarão em palanques opostos na eleição de outubro. Clésio e Júlio trabalharão pela eleição ao Governo do Estado do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Já Geovânia migrará para o Republicanos, e manifestará apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
- Ex-prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, o Lale, que administrou o município pelo PSDB, e que desde 2021 está filiado ao PT, lançou a sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa, por Criciúma, município em que disputou a Prefeitura Municipal em 2024. Ainda que tenha feito apenas 8% dos votos dos criciumenses naquele pleito, Lale emplacou quase 9 mil votos pelo comando do Executivo, o que lhe animou a disputar uma cadeira no parlamento catarinense. Em princípio, ele deve ser o único candidato a deputado estadual petista da região da Amrec e Amesc. O PT não sabe ainda se terá ou não candidato a deputado federal no Sul do Estado. Esta situação está condicionada a política de alianças com outros partidos de esquerda.










