Progressistas de Santa Catarina continua em rota de colisão consigo mesmo no que diz respeito às eleições estaduais do ano que vem. O partido de Esperidião Amin, e dos sombrienses Leodegar Tiscoski, que presidente a legenda em nível estadual, e de José Milton Scheffer, que ocupa pela quarta vez uma cadeira na Assembleia Legislativa, demonstra estar nitidamente dividido diante do pleito eleitoral de 2026.
No último final de semana, por exemplo, Amim e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que já se lançou como pré-candidato ao Governo do Estado, fizeram questão de circular à tiracolo, um do outro, durante um evento social realizado em Concórdia.
Prevendo que não terá espaço na chapa majoritária capitaneada pelo governador Jorginho Mello (PL), Amim fez questão de deixar público o seu apreço por João Rodrigues.
Obviamente que o senador já está querendo deixar reservada para si a principal vaga de candidatura ao Senado pela futura coligação do prefeito de Chapecó. Não vendo este espaço sendo aberto por Jorginho Mello, ele direciona sua atenção, então, para o principal adversário do governador.
Mas isto não se dá de forma natural dentro do Progressistas. O ex-deputado estadual Silvio Dreveck, que é filiado ao partido, ocupa hoje a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços na gestão de Jorginho Mello, e é um dos que defende uma aliança com o governador. Aliança esta, que não é defendida pelo deputado estadual progressista Altair Silva, que no último dia 22 de março, em Chapecó, hipotecou apoio ao projeto estadual de João Rodrigues. Todavia, de acordo com o deputado José Milton, a manifestação de Altair não representa o pensamento do partido, que ainda estaria analisando possíveis cenários diante da eleição estadual que se avizinha.
Convém lembrar que o Progressistas é o único dos grandes partidos do Estado que ainda não deixou a entender, claramente, qual será, afinal, sua posição, em relação a próxima eleição catarinense, com vistas ao comando do Governo do Estado. O PL, por exemplo, por óbvio, lançará Jorginho Mello como candidato à reeleição. O MDB, que passou a ser alimentado de gamela dentro do governo de Jorginho, deverá indicar seu vice. O PSD já abraçou o projeto de João Rodrigues. O PT, de forma natural, terá candidato ao governo, sendo este, muito provavelmente mais uma vez, Décio Lima. As demais legendas com alguma expressão irão meramente orbitar as candidaturas de Jorginho, João Rodrigues e Décio Lima.
Por exclusão, já é sabido que o Progressistas não irá apoiar o PT. Do mesmo modo, depois do péssimo resultado alcançado em 2022, também não irá ter candidato ao governo.
Sendo assim, sobra apoiar Jorginho Mello ou João Rodrigues. Todavia, pelo andar da carruagem, já se pode perceber que qualquer que seja a decisão, ela não irá unir todo o partido em torno do projeto.
Finais
- Caso a deputada federal Júlia Zanatta (PL) concorra ao Senado ano que vem, são grandes as possibilidades que seu marido, o advogado criciumense Guilherme Colombo, dispute uma vaga na Câmara Federal em seu lugar. As chances de Júlia se encaixar como candidata ao Senado são bastante grandes, mesmo porque não é segredo para ninguém que a também deputada federal Carol De Toni (PL), que do mesmo modo almeja tal candidatura, não tem mantido uma fina sintonia com os preceitos do governador Jorginho Mello. Por outro lado, Jorginho e Júlia são muito próximos politicamente. Se Guilherme de fato for candidato a deputado federal, ele precisará construir um projeto próprio, pois o perfil de seu eleitorado não será essencialmente o mesmo que o de sua esposa. Neste novo contexto, também seriam bastante grandes as chances do Coordenador Regional do PL, aqui em nossa região, André Fernandes Coelho, ser candidato a deputado estadual, fazendo dobradinha com Guilherme ano que vem.
- Uma pesquisa do Instituto Genial/Quaest, divulgada ontem pelo jornal O Estado de São Paulo, mostrou que 43% dos brasileiros acham a gestão do presidente Lula da Silva (PT) pior que a de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na última pesquisa, realizada em dezembro, 42% achavam o governo Lula melhor que o de Bolsonaro, enquanto 37% preferiam o ex-presidente. O Instituto entrevistou 2.004 pessoas, em 120 municípios do país, entre os dias 27 e 31 de março. O levantamento mostrou que a aprovação do governo Lula voltou a cair, atingindo, agora, seu percentual mais baixo desde que ele assumiu o governo em janeiro de 2023. De acordo com a pesquisa, 56% dos brasileiros desaprovam o atual Governo Federal, enquanto 41% aprovam. Outros 3% não opinaram a respeito. Os números ruins do governo Lula são credenciados principalmente ao aumento no preço dos produtos alimentícios, o qeu tem elevado os índices inflacionários.