Assassino de Brenda sentará amanhã no banco dos réus

Brenda com Jeferson Quadro Peres, ex-namorado de sua mãe e seu assassino. A adolescente foi morta com cerca diversas facadas e espancamento no crânio e rosto
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Ocorrerá amanhã, na Câmara de Vereadores de Santa Rosa do Sul, o julgamento de Jeferson Quadro Peres, acusado do assassinato brutal da adolescente, moradora de Maracajá, Brenda Rocha Carvalho

Santa Rosa do Sul

Maracajá

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Vai a Júri Popular nesta quinta-feira, dia 25, em Santa Rosa do Sul, Jeferson de Quadros Peres, de 31 anos, acusado do assassinato da adolescente Brenda Rocha Carvalho.

Brenda foi brutalmente espancada e assassinada, aos 14 anos. Ela desapareceu em 13 de setembro de 2019, em Maracajá, onde morava com a mãe, e foi encontrada morta na manhã do dia seguinte, em Passo de Torres. Três dias depois, em 17 de setembro, Jeferson foi preso em Torres, no Rio Grande do Sul, e confessou a autoria do crime.

O crime

Brenda morava com a mãe, há poucos meses em Maracajá, onde foi vista, pela última vez, próximo ao ginásio de esportes do município, numa noite de sexta-feira, dia 13 de setembro de 2019. A adolescente teria saído para fazer as unhas e não retornou mais para casa. Na manhã de sábado, dia 14 de setembro de 2019, familiares procuraram pela CPP, a Central de Plantão Policial, de Araranguá, para registrar um Boletim de Ocorrência do desaparecimento.

Também na manhã do dia 14 de setembro, o corpo de Brenda foi encontrado na comunidade de Furacão, interior de Passo de Torres, em meio a uma plantação de eucaliptos. Já no dia foi possível perceber que Brenda havia sido bastante espancada e atingida por muitos golpes de faca.

O laudo do IGP, o Instituto Geral de Perícias, apontou que Brenda teve traumatismo craniano, devido a uma pancada na cabeça, várias lesões na face, lesões perfurocortantes no pescoço, nuca, tórax e torso. No laudo também consta lesões de defesa e escoriações na face. Ao concluírem o laudo, os peritos destacam que Brenda teve o corpo perfurado por aproximadamente 60 perfurações, de entrada e saída.

O inquérito

De acordo com o delegado Lucas Fernandes da Rosa, que presidiu a investigação do caso Brenda, as câmeras de vigilância do ginásio e do entorno dele ajudaram a elucidar os fatos. “Nós fomos até a cidade de Maracajá e começamos a fiscalizar câmeras de segurança para conseguirmos alguma pista, que pudesse dar indicativo do que tinha acontecido e a principal informação que nós tínhamos é que a vítima teria ido fazer unha e ao sair da casa desta manicure não tinha mais voltado para sua residência. Próximo à residência dessa manicure existe um ginásio municipal e verificamos que duas câmeras davam para a lateral e a frente da casa da manicure. Começamos a trabalhar com estas imagens e no decorrer das análises, pelos agentes da DIC, a Divisão de Investigação Criminal, começamos a perceber o horário em que a vítima saia da residência e logo em seguida, quando ela estava caminhando, a gente percebeu que um veículo passou devagar do lado dela, parou e ela entrou. Nós conseguimos descobrir que aquele veículo era um Corsa, de cor verde escuro, e conseguimos traçar todo o trajeto deste veículo, pelas câmeras de segurança da cidade de Maracajá. A partir daí começamos a verificar os eventuais suspeitos e ao ouvir as testemunhas na Delegacia de Polícia, percebemos que um amigo da família começou a apresentar um comportamento estranho, então começamos a investiga-lo e descobrimos que ele possuía um veículo com as mesmas características que foi utilizado na ocasião em que a vítima ingressou no carro”, contou o delegado na época do crime.

A investigação da Polícia Civil descobriu que no dia em que Brenda sumiu, Jeferson, o amigo da família e ex-namorado da mãe de Brenda, havia estado em Maracajá e retornado para Três Cachoeiras, no Rio Grande do Sul, local onde morava. Outras diligências foram feitas e com o conjunto probatório bem robusto, o delegado Lucas, na época, pediu pela prisão temporária do suspeito e pela busca e apreensão do veículo. Ambos os pedidos foram acatados pelo Poder Judiciário.

Em seu depoimento formal na delegacia, Jeferson confirmou o que já tinha dito em entrevista informal aos delegados e policiais civis, que efetuaram sua prisão no dia 17 de setembro de 2019. O assassino confessou que matou Brenda, por ciúmes da mãe dela.

O criminoso contou aos policiais que chamou Brenda para o carro, para conversar com a menina sobre a mãe dela e que quando foi chegando próximo a Bela Torres, em Passo de Torres, a garota desceu do veículo para urinar, momento em que ele cometeu o crime e matou Brenda com diversos golpes de faca. O assassino confesso disse que estava com muita raiva no momento do crime, alegou que tinha envolvimento com a mãe de Brenda e que ela tinha envolvimento com outros homens, motivo pelo qual matou a menina.

Além do delegado Lucas e sua equipe, a investigação e prisão de Jeferson na época do crime contou também com o apoio dos delegados André Coltro, da Delegacia de Polícia Civil de Santa Rosa do Sul, com seus agentes, e delegado Regional Diego Archer de Haro, com policias de sua delegacia.

O processo, na Comarca de Santa Rosa do Sul, tramita em segredo de justiça.

Brenda foi brutalmente assassinada aos 14 anos, pelo ex-namorado de sua mãe. Crime chocou a região e o estado
Jeferson foi preso no dia 17 de setembro de 2019, três dais após o crime, em Torres, no Rio Grande do Sul

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