Calar um rebelde é mais perigoso do que se imagina

Rolando Christian Coelho, 29/04/2021

Calar um rebelde é mais perigoso do que se imagina

Deputado federal Daniel Silveira (PSL/RJ) se tornou réu por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional e no Código Penal. Basicamente ele desceu a lenha no Supremo Tribunal Federal, pediu a destituição de seus ministros, incitou as Forças Armadas a reagirem contra o STF e também pediu a reedição do AI-5, que foi um Ato Institucional editado em 1968, responsável por sacramentar a ditadura militar no Brasil.
Em fevereiro o parlamentar foi encarcerado, e depois passou a cumprir prisão domiciliar, por conta de suas afirmações. De minha parte não concordo com absolutamente nada do que Daniel Silveira falou, todavia, tenho sérias dúvidas quanto a iniciativa de cercear o direito que ele tem de falar. Fosse ele uma pessoa comum, de fato a iniciativa do STF seria producente, afinal de contas as declarações de Daniel são muito pesadas diante de uma Constituição Federal que defende amplamente a democracia. Todavia, ele é um deputado, alguém eleito para que, em tese, manifeste a opinião da população que lhe é cativa, através do poder que lhe foi conferido.
Todo mundo sabe que o pessoal eleito pelo PSL em 2018 tem, majoritariamente, pensamentos ultraconservadores, a começar pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. O que Daniel Silveira falou, portanto, não é nada mais do que aquilo que seus eleitores querem que ele fale. Cercear este direito é o mesmo que anular os votos que lhe foram conferidos.
Não me parece o caso de defender a liberdade de expressão, pois neste caso ela afronta princípios constitucionais. É o caso, no entanto, de defender o direito a imunidade parlamentar de alguém que, no exercício de seu mandato, estava se expressando.
Hoje estão calando a Daniel Silveira. Amanhã poderão estar calando a qualquer um de nós, partindo do princípio que o que é ouvido não é agradável.

Jonatã diz que candidatura a deputado repercutiu muito bem

Vice-prefeito de Balneário Gaivota, Jonatã Coelho (PSL), diz que “repercutiu muito bem” noticiário dando conta de sua disposição de disputar a Assembleia Legislativa ano que vem por nossa região. De acordo com ele, as manifestações de apoio vieram de forma automática, tanto de eleitores de Gaivota quanto de outros municípios, “e até mesmo de fora do Extremo Sul Catarinense”. Conforme Jonatã, o projeto está em sua fase embrionária, mas dará certo, se o PSL regional entender que este é o caminho. “Durante 2021 vamos trabalhar no amadurecimento desde objeto, que, por óbvio, depende de uma série de outros fatores para ser viabilizado”, comenta o vice gaivotense.

Volnei Weber está preocupado com candidatura de Motinha

Quem não está nenhum pouco confortável com o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual do ex-vereador de Araranguá, Marco Antônio Mota, o Motinha, é o deputado estadual Volnei Weber (MDB). É que a família Mota bancou integralmente o nome de Volnei, em nossa região, na eleição de 2018, e o parlamentar sonhava com a continuidade desta parceria em 2022. Para Motinha, no entanto, “há espaço para todos que queiram realizar seus sonhos”. A afirmação dá a entender que Volnei não poderá contar com o apoio dos Mota ano que vem. Para amenizar a situação, o ex-deputado estadual Manoel Mota (MDB), em contato telefônico com Volnei, lhe disse que “o projeto do Motinha está apenas na fase de construção”.

Ex-prefeito de Passo de Torres continua atuante na política

Ex-prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (MDB), esteve ontem na Santur, em Florianópolis, intermediando a solicitação de projetos no setor de turismo para seu município. Na empreitada ele foi acompanhado pelos vereadores Renan Baltazar, Alan Constante, José Edson da Silva e Emeron Cardoso, todos do MDB. Mesmo derrotado no pleito eleitoral do ano passado, quando postulou a reeleição, Jonas não cessou seus trabalhos na seara política. Em princípio, está mais que explicitado que o ex-prefeito pretende voltar a disputar o executivo municipal em 2024. A primeira tarefa diante deste propósito, no entanto, e manter a unidade emedebista, que em 2020 foi falha.

Mais um condenado da Lava Jato é solto pelo judiciário

E um a um os vendilhões do país estão saindo da cadeia. Ontem a justiça federal revogou a prisão – ligada a investigações da Lava Jato – do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB/RJ). Mesmo Eduardo que em seus últimos suspiros no poder conduziu o processo de cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Preso desde 2016, em março do ano passado ele foi beneficiado com a prisão domiciliar, sob o argumento de que pertencia ao grupo de risco diante da pandemia de Covid-19, além de outros aludidos problemas de saúde. Desde ontem Eduardo Cunha também não precisa mais usar tornozeleira eletrônica. Por conta de outro processo ele continua em prisão domiciliar, mas, já, já, está também será revogada.

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