Cuidado com a saúde mental continua após Janeiro Branco

Viver cercada de flores faz bem à alma de Zenir da Rosa Santana, que cultiva um belo jardim em sua residência em Sombrio.
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Campanha Janeiro Branco se encerra com o término do mês, no entanto, os debates e ações sobre saúde mental devem se estender durante todo o ano

Sombrio

A campanha Janeiro Branco se encerra com o término do mês, no entanto, os debates e ações sobre saúde mental devem se estender durante todo o ano. É o que prega a coordenadora do Caps, o Centro de Atenção Psicossocial, de Sombrio, Leonete Pereira, a Netinha.

Essa discussão se faz necessária em todos os locais, e principalmente nas famílias. “Algumas crianças vivenciam um ambiente familiar doentio desde a gestação”, alerta. Com o tempo, essa convivência difícil cobra seu preço, através de problemas psíquicos.

Saber lidar com estes problemas é uma questão de inteligência emocional, que não tem relação com a inteligência racional, mais conhecida e valorizada. A psicóloga do Caps Juliana Mengue, explica que a inteligência emocional passa pelo auto-conhecimento. A também psicóloga Alessandra Soares acrescenta: “é mais do que controlar as emoções, é saber lidar com elas, com todas, desde a raiva, por exemplo”.

A falta de inteligência emocional é um dos fatores por trás da violência doméstica. É preciso maturidade para entender a ruptura provocada pelo fim de um relacionamento. As agressões nos lares, entre homens e mulheres, são preocupações a mais durante a pandemia. Segundo Juliana, estudos mostram que o uso de drogas e álcool aumentou desde março do ano passado, quando tiveram início as restrições devido ao novo coronavírus. Muitas vezes, os casais brigam e os filhos assistem e até se envolvem, aumentando o sofrimento.

Mesmo para quem vive em paz, as mudanças provocadas pela pandemia trouxeram medo, ansiedade e outros sentimentos diferentes. Também essas pessoas precisam cuidar de sua saúde mental.

Como você cuida da sua saúde mental?

A campanha Janeiro Branco em nível nacional, este ano trouxe o seguinte questionamento: como você está cuidando da sua saúde mental?

A pergunta foi feita aos ouvintes da Rádio 93.3 FM, parceira do jornal Correio do Sul. Dezenas de ouvintes responderam, todos citando atividades que não custam nada, são simples e que comprovadamente fazem bem.

Lúcia Gerônimo, moradora de Balneário Gaivota, se dedica às plantinhas, com atenção especial as suculentas.
Fazer pilates em casa é a terapia que ajuda Viviane Porto a manter a saúde mental.
Tirar marisco é a atividade que auxilia Elza Manoela Berto a desestressar, e às vezes ainda rende um dinheirinho.
“Este é o meu antidepressivo”, diz Lena Silvério, mostrando a foto do gatinho de estimação.

 

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