Pesquisa liderada pela Unesc sobre sequelas da Covid-19 recebe recursos da BRF

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O estudo multicêntrico sobre os danos que a Covid-19 pode causar no organismo de pessoas que desenvolveram a doença, liderado pelo professor doutor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Felipe Dal Pizzol, conta com recursos da multinacional do ramo alimentício BRF. O apoio financeiro é de cerca de R$ 280 mil e foi formalizado à Universidade e ao líder da pesquisa no fim de 2020.

No ofício encaminhado, representantes da BRFHub (braço de inovação aberta da BRF que procura conectar a empresa com novos estudos e tecnologias) afirmam que as parcerias formalizadas pela empresa têm, como principal objetivo, fortalecer ações humanitárias e de desenvolvimento social e local. “Acreditamos no poder da ciência nacional e trazemos pesquisadores e startups para nossos programas. Temos buscado ativamente alternativas inovadoras para combater a Covid-19 e, ao analisar mais de 40 iniciativas de combate à pandemia, identificamos que o estudo que tem sido coordenado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense poderá contribuir e beneficiar a sociedade de maneira geral”, reforça a companhia.

Dal Pizzol explica que o projeto visa monitorar um grupo de 300 pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com Covid-19 tanto durante a internação hospitalar até 1 ano após, para avaliar a mortalidade e as consequências da doença, como incapacidade pulmonar, neurocognitiva e conexões do sistema nervoso central. O professor da Unesc afirma ainda que os pesquisadores irão calcular também os dias de vida de cada paciente que foram perdidos por conta do novo coronavírus.

“Com o apoio financeiro da BRF, o projeto “Estudo prospectivo e multicêntrico dos fatores preditivos de mortalidade hospitalar e carga de doença da Síndrome Respiratória Aguda Grave”, que havia sido contemplado em 2020 pelo edital do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ganhou um valioso recurso extra para fazer algumas análises nos sobreviventes da Covid-19 que não estavam inicialmente previstas no escopo”, afirma Dal Pizzol.

O projeto é liderado pelo professor doutor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Unesc (PPGCS), Felipe Dal Pizzol, e tem a participação de pesquisadores e profissionais de diversas instituições: Hospital São José e da Unimed, de Criciúma; Hospital Nereu Ramos e Hospital Universitário (HU), de Florianópolis; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Hospital das Clínicas, de Porto Alegre; Universidade da Região de Joinville (Univille); Hospital Regional de Joinville e Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp), de Caçador.

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