Na manhã de ontem, o Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, ligado diretamente ao Ministério Público de Santa Catarina, em colaboração com a Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, deflagrou duas operações simultâneas para investigar crimes contra a administração pública. As ações focaram em contratos firmados pela Prefeitura de Criciúma no ano de 2018 e envolvem o ex-prefeito Clésio Salvaro (PSD) como investigado comum em ambos os casos. Ao todo, foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em residências e órgãos públicos, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Uma das frentes, a “Operação Varredura”, tem buscado desmantelar um esquema estruturado de fraudes em licitações e contratos de limpeza urbana, mobilizando 20 mandados em Criciúma, Balneário Rincão e Forquilhinha, além de Curitiba, no Paraná.
As investigações apontam a participação de agentes públicos e empresários em práticas criminosas destinadas ao direcionamento de certames para favorecer empresas específicas.
Há indícios de conluio entre concorrentes, formação irregular de consórcios, sobreposição de contratos e pagamentos indevidos, manobras que visavam frustrar a competitividade e garantir a contratação repetida de um mesmo grupo empresarial. Além disso, identificou-se o uso recorrente de contratos emergenciais sem justificativa jurídica ou fática, gerando prejuízos aos cofres públicos e revelando vínculos pessoais e financeiros entre os envolvidos. Com suspeitas de corrupção, fraude licitatória e lavagem de dinheiro, a deflagração da Operação Varredura pretende desarticular o núcleo das irregularidades, individualizar responsabilidades e restabelecer a transparência e a legalidade na gestão dos serviços essenciais dos municípios em que ocorreram as ações.
Finais
- A Câmara de Vereadores de Sombrio retomou suas atividades na última segunda-feira, à noite. Antes do início da pauta no plenário, a bancada do Progressistas realizou uma reunião interna com o intuito de estabelecer as diretrizes estratégicas e fortalecer o posicionamento do grupo para os próximos meses. Ficou estabelecido, por decisão consensual, que a liderança da bancada permanecerá sob a responsabilidade do vereador Dion Elias. O presidente do Progressistas sombriense, Cristian Rosa, justificou a manutenção do nome ao citar a maturidade política de Elias, que cumpre seu segundo mandato, e confirmou que a legenda manterá uma postura de oposição pautada na fiscalização rigorosa e na defesa dos interesses coletivos.
- Pela primeira vez em um levantamento de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno. De acordo com os números divulgados pela Apex/Futura, ontem, o parlamentar alcançou 48,2% da preferência do eleitorado, enquanto o atual mandatário somou 42,4%. Este resultado inédito gerou uma onda de preocupação nos bastidores da esquerda, que observa com apreensão o avanço da oposição e o desgaste da gestão federal. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores de forma presencial ou telefônica. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 7 de fevereiro. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e um índice de confiança de 95%.
- Relator do processo contra o senador Jorge Seif (PL-SC), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, votou nesta terça-feira (10) para rejeitar o recurso que pede a cassação do mandato do senador do PL. Segundo o ministro, faltam provas suficientes das irregularidades, e não é possível concluir pela existência de abuso baseando-se em presunções. O TSE julga um recurso em uma ação de investigação eleitoral contra o parlamentar, que pode provocar, além da perda do mandato, inelegibilidade por oito anos; outros seis ministros ainda precisam votar. O voto diz respeito a um recurso da coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que rejeitou a cassação. A coligação acusa Seif de ter impulsionado de forma ilegal a campanha ao Senado através de empresários e um sindicato no Estado, de forma não declarada à Justiça Eleitoral.










