Depois de ter sido descartado pelo governador Jorginho Mello (PL) para compor como seu vice, nas eleições governamentais deste ano, o MDB catarinense começou a prospectar cenários com vistas a outubro, avaliando todas as possibilidades possíveis. Em princípio, o partido tem três caminhos: lançar candidato próprio ao governo, compor com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que é pré-candidato ao governo pelo PSD, ou compor com a frente de esquerda que deverá ter o ex-deputado estadual Gelson Merísio (SD) como candidato a governadoria.
Uma aliança com a esquerda é a tese mais rejeitada pelo partido, que tem hoje em seu comando estadual o deputado federal e empresário Carlos Chiodini, que, por sua vez, é figura extremamente ligada ao empresário e deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), um dos principais líderes bolsonaristas do Estado. Em virtude disto, as teses de candidatura própria, ou de aliança com João Rodrigues, são as que mais têm se ressaltando dentro da legenda.
Pego de calças curtas pela decisão de Jorginho Mello, o MDB não tem muito tempo para inventar algo inovador. Neste sentido, uma aproximação com João Rodrigues seria o caminho mais tranquilo para acomodar a legenda diante do pleito deste ano. O problema é que os deputados estaduais e federais do MDB não estão querendo compartilhar suas bases eleitorais com os deputados estaduais e federais do PSD. Em decorrência deste fato, os defensores da tese de uma candidatura própria do MDB ao Governo do Estado têm ganho força dentro da legenda.
O nome para o embate é o de Carlos Chiodini, que até o final de dezembro era o cotado por Jorginho Mello para ser seu vice. O MDB não nutre muitas expectativas quanto a eleição de seu candidato. Tem dúvidas até mesmo que ele consiga chegar ao segundo turno. Todavia, com uma candidatura própria ao Governo do Estado, o MDB tem reais chances de conseguir legenda para manter suas seis cadeiras na Assembleia Legislativa, e suas outras três na Câmara dos Deputados. Já em uma aliança com o PSD, muito provavelmente o MDB perderia pelo menos uma cadeira em casa uma das Casas.
Finais
- E diante da possibilidade de o MDB ter candidato próprio ao governo, seu candidato ao Senado Federal poderá ser o ex-governador Raimundo Colombo, atualmente filiado ao PSD, mas completamente desintonizado com os planos de João Rodrigues. Não é de hoje que o MDB vem assediando Colombo, para que ele se filie ao partido, mas o ex-governador nunca viu motivos reais para isto. Outra possibilidade, e talvez a mais plausível, seja a filiação de Colombo ao MDB para disputar à Câmara Federal. Vale lembrar que Raimundo Colombo foi duas vezes governador do Estado graças ao apoio do MDB, e, especialmente, de Luiz Henrique da Silveira. Sem isto, provavelmente nunca teria ocupado o cargo que ocupou.
- E o prefeito de Joinville, Adriano Silva, que, em princípio, será candidato a vice-governador de Jorginho Mello, convidou a Jornalista araranguaense Morgana Daniel para se filiar ao Novo, objetivando ser candidata a deputada federal. Nos últimos anos Morgana vinha assessorando campanhas ligadas ao PL no Sul do Estado, e, de forma natural, acabou tendo seu nome associado a uma possível candidatura legislativa por uma legenda com espectro ideológico de direita. Ela diz que está pensando sobre o assunto, e ressalta que não descarta a real possibilidade de postular uma vaga na Câmara Federal neste ano.










