SegurançaAssim como nos outros dias, no Carnaval, "não é não"

Assim como nos outros dias, no Carnaval, “não é não”

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O Carnaval nas praias do Litoral Sul catarinense começa com alegria, blocos, música e multidões. Mas para muitas mulheres, a festa também traz o receio do assédio sexual e importunação. Em 2025, casos de violência em eventos públicos aumentaram 20% no Brasil, reforçando a necessidade de prevenção e protocolos de proteção.

Protocolo “Não é Não”: como funciona

Inspirado em experiências de São Paulo, Rio e Salvador, o “Não é Não” é um protocolo que capacita equipes de segurança e brigadistas a proteger foliãs:

  • Ao ouvir um “não”, a vítima aciona apito, pulseira ou app de alerta;

  • Brigadistas se aproximam rapidamente, oferecendo acolhimento;

  • Redes de apoio, psicólogas e assistência jurídica são acionadas imediatamente.

No Carnaval do ano passado, protocolos como este reduziram incidentes em 15% nos blocos que participaram da ação.


Dicas práticas para mulheres na folia

  • Vá em grupo: combine pontos de encontro via WhatsApp;

  • Use pulseiras ou apps de alerta: como o “Femi App”;

  • Esteja preparada: roupas confortáveis, apito portátil, carregador de celular;

  • Beba com moderação e evite aceitar drinks de estranhos;

  • Denuncie imediatamente: ligue 180 ou procure brigadistas treinados.

“O importante é curtir sem medo. O Carnaval é de todos, mas o respeito é essencial”, lembra Fernanda Lopes, ativista do movimento Mulheres na Folia.


Sinais de alerta para foliões e organizadores

Mulheres: toques insistentes, comentários sexuais não solicitados, aproximação excessiva.
Organizadores: aglomeração sem iluminação, banheiros insuficientes ou seguranças despreparados.

Dica: mapeie áreas de risco e conte com brigadistas em dupla ou equipes mistas para reduzir incidentes, assim como foi feito em grandes festivais.


O Carnaval 2026 no Litoral Sul promete muita música, praia e diversão. Mas a folia só é completa quando respeito e segurança caminham lado a lado.

“Curta a festa, dance, mergulhe, mas nunca aceite o ‘não é não’ sendo ignorado”, reforçam as campanhas de conscientização e protocolos locais.

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