ROLANDO CHRISTIAN COELHO | MDB fará prévias em fevereiro

Antídio Lunelli, Celson Maldaner e Dário Berger são os três pré-candidatos ao governo de Santa Catarina pelo MDB até o momento.

Rolando Christian Coelho, 24/08/2021

MDB fará prévias em fevereiro

MDB catarinense decidiu ontem que realizará suas prévias, para a escolha de seu candidato ao Governo do Estado, no dia 15 de fevereiro.

No início do ano havia a expectativa que a escolha se daria neste mês de agosto, mas as tratativas neste sentido não evoluíram, por conta da Covid-19. Ato seguinte se pré-agendou para outubro a realização das prévias, o que também não vingou. Por fim, se sentenciou que em fevereiro do ano que vem ela acontecerá.

Por ora, estão colocados como pré-candidatos ao governo o senador Dário Berger, o deputado federal Celso Maldaner, que também é presidente do partido, e o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. Celso, que é irmão do falecido ex-governador Casildo Maldaner, é o mais histórico do partido. Por conta disto tem uma profunda ligação com as bases da legenda. Antídio representa a ala mais liberal do MDB. É fortemente ligado ao setor empresarial, e transita muito bem junto a partidos de direita.

Fez campanha aberta, por exemplo, para o então presidenciável Jair Bolsonaro. O próprio presidente do Progressistas, Silvio Dreveck, cogitou a possibilidade de Antídio se filiar a seu partido para disputar o governo. Dário Berger, por sua vez, é o patinho feio da história, ainda que tenha articulado muito bem e conseguido emplacar as prévias para fevereiro, o que prejudica Antídio Lunelli, que teria apenas 45 dias para renunciar seu mandato, caso fosse escolhido como candidato.

Egresso do PFL, Dário ainda enfrenta restrições dentro do chamado MDB histórico, mas por outro lado é um exímio articulador político.

Antídio tem a vantagem de seu vice ser do MDB

Com as prévias do MDB marcadas para 15 de fevereiro, é muito provável que o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, já deixe tudo encaminhado para sua renúncia, caso seja escolhido como candidato ao governo pela legenda.

Sua saída da prefeitura teria que se dar no início de abril, deixando o executivo sob o comando de Jair Franzner, que também é filiado ao MDB.

De certo modo isto diminui a pressão sobre Antídio em nível local, lhe dando mais liberdade para preparar o caminho para a renúncia. O prefeito, no entanto, nunca escondeu que gostaria de prévias neste ano, para ter mais tempo para se dedicar ao nome projeto.

Há 67 anos morria Getúlio Vargas

Há exatos 67 anos, no dia 24 de agosto de 1954, o então presidente Getúlio Dornelles Vargas tirava sua própria vida, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede do Governo Federal à época.

Em sua famosa Carta Testamento, Getúlio faz uma série de considerações dando as razões para seu suicídio. A esperança do então presidente era que sua morte repaginasse a história política, econômica e social do Brasil, libertando, de vez, o povo brasileiro das amarras que o acometia.

Não que a morte de Getúlio tenha sido em vão, mas muito pouco mudou desde então. Os avanços sociais são os mais evidentes, mas a política e a economia, irmãs siamesas desde sempre, continuam tal e qual sufocadas pelos interesses das mãos invisíveis do sistema.

Grupos já começam a se consolidar com vistas a 2022

Suplente de deputado estadual Ulysses Gabriel, que é delegado, não tem feito muita questão de elogiar governador Carlos Moisés da Silva, muito pelo contrário.

Ulysses é ligado ao Podemos, de Paulinho Bornhausen, que é ligado ao ex-governador Raimundo Colombo (PSD), outro contumaz crítico da gestão estadual. Família Bornhausen e Colombo, ligados ao empresariado catarinense, que tem bastante apreço pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB).

E assim começam as surgir os primeiros blocos políticos do Estado com vistas à 2022, neste caso, para azar de Carlos Moisés.

Fundão vai acabar atingindo objetivo do Congresso

Presidente Jair Bolsonaro vetou trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias que destinava R$ 5,7 bilhões para o Fundo Eleitoral do ano que vem.

Só para lembrar, em 2018 o mesmo Fundo foi de R$ 1,7 bilhão. O Congresso articula proposta na casa dos R$ 4 bilhões, mas o presidente diz que só chega a R$ 2 bilhões. Em meio a confusão já tem deputado declarando que, como era esperado que Bolsonaro vetasse o novo valor do Fundo, ele foi inflacionado ao máximo, para se conseguir, na negociação, pelo menos o dobro de 2018.

Com R$ 3,5 bilhões se dobra o valor da eleição nacional passada, os deputados e senadores alcançam seu objetivo, e o presidente ainda sai por cima por ter cortado mais de R$ 2 bilhões dos R$ 5,7 bilhões. Como se vê, o Brasil não é para amadores.

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