Romeiros enfrentam mau tempo e Covid para homenagear São Sebastião

A festa foi essencialmente religiosa e terminou mais cedo devido à pandemia da Covid-19
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A tradicional festa de São Sebastião e Nossa Senhora Aparecida foi realizada com sucesso, na localidade de Figueirinha, em Balneário Gaivota na manhã desta quarta-feira, dia 20

Balneário Gaivota

Com os cuidados necessários para prevenção ao coronavírus, a festa de São Sebastião e Nossa Senhora Aparecida foi realizada com sucesso, na localidade de Figueirinha, em Balneário Gaivota. A mais tradicional manifestação religiosa da Comarca de Sombrio, com mais de 90 anos de existência, atraiu menos romeiros do que em edições anteriores, mesmo assim, a movimentação foi grande.

Como sempre, desde a madrugada pessoas sozinhas ou em grupos fizeram a caminhada até a pequena capela de São Sebastião. O casal de professores aposentados Rosane e José Heriberto de Oliveira mantiveram a tradição e percorreram a pé os cerca de 8 quilômetros entre Sombrio e Figueirinha. Trecho curto para eles, que fazem longas caminhadas, incluindo o Caminho de Santiago de Compostela mais de uma vez.

Outro participante assíduo da festa é o assessor parlamentar do deputado Fernando Vampiro, Luiz Pereira. Na sua opinião, 2021 precisa ainda mais de dedicação a religiosidade, para enfrentar os desafios da pandemia. O padre Geovane de Souza, pároco da paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Balneário Gaivota, concorda. Ele falou da importância de manter a fé e a esperança neste período tão incomum.

A missa das 10 horas, última a ser celebrada, foi transmitida ao vivo pela Rádio 93.3, Jornal Correio do Sul e Portal C1 e suas redes sociais.

Prevenção contra o vírus

A maioria dos romeiros fez a caminhada sem usar máscara, seguindo acompanhados de familiares e mantendo um grande distanciamento entre um grupo e outro, tornando a atividade mais segura. Ao chegar no local das celebrações, o uso de máscara era obrigatório. A Secretaria de Saúde da Gaivota esteve o tempo todo monitorando a situação e prestando auxílio a quem precisasse. Uma das participantes dessa barreira sanitária foi a técnica em enfermagem Gedriana Schmitt Ramos, que disponibilizava máscara a quem não tinha e também álcool em gel para higienização das mãos.

A festa foi essencialmente religiosa e terminou mais cedo.

Todas às missas foram ao ar livre, e a pequena capela ficou fechada. As missas do dia 20, já vinham acontecendo sob às figueiras, devido ao tamanho da igreja, que não comporta todos os fiéis.

Nos anos anteriores, após a missa das 10 horas, havia o almoço, música e outras atividades, e à tarde acontecia a procissão e a Consagração a Nossa Senhora. Este ano, toda esta programação religiosa se deu em seguida à missa, encerrando a festa ao meio-dia. O churrasco pode ser adquirido para comer em casa.

Uma das mudanças mais importantes envolve a imagem de São Sebastião. Ela ficava junto ao altar da capela e os devotos faziam fila para tocar e às vezes até beijar o santo. Neste ano, a imagem foi colocada na porta da capela e ficou cercada, para evitar que a tocassem. Os fieis puderam se dirigir a ela para preces e orações, mantendo distanciamento na fila e sem contato.

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