Circo se adapta a pandemia de coronavírus para sobreviver

A lona com capacidade para 900 cadeiras terá apenas 100, mantendo uma boa distância entre elas
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Desde o ano passado, a Covid-19 impediu as apresentações circenses e muita gente teve que procurar outra forma de vida. O Circus Ferrari, que ficou um ano parado, volta agora a realizar apresentações, respeitando a prevenção ao coronavírus

Sombrio

Artistas de circo são, já há bastante tempo, uma espécie em extinção. Poucos estão resistindo a concorrência de tantas outras formas de lazer e acesso à cultura e a arte. Desde o ano passado, outro grave problema surgiu para os circenses. A pandemia do novo coronavírus impediu as apresentações e muita gente teve que procurar outra forma de vida.

Um dos exemplos do que aconteceu é o Circus Ferrari, que contava com aproximadamente 40 integrantes e hoje está com 15 adultos apenas. O proprietário, Rodrigo Falcão, diz que somente permaneceu unida a sua família. “Hoje estamos apenas eu, minha esposa, filhos, noras…A gente faz tudo, atende na bilheteria, faz o espetáculo”.

O circo se instalou em Sombrio esta semana e provocou polêmica. Alguns moradores reclamaram da chegada de pessoas de fora e da realização de eventos. Rodrigo explica que se trata de um recomeço, depois de um ano inteiro sem estar no picadeiro. Em 2020, o Circus Ferrari ficou estacionado em Forquilhinha durante meses, e recebeu ajuda da população. “Se não tivéssemos recebido ajuda teríamos passado dificuldade séria. Mas recebemos tantos alimentos que doamos um pouco para outros artistas”.

Rodrigo conta que quando as restrições impostas pelos decretos começaram, em março passado, conseguiu manter as despesas por três meses, depois não foi mais possível manter o grupo. Alguns viraram pedreiros, outros foram para outras ocupações.

Um ano depois o circo está de volta, com globo da morte, malabaristas, palhaços e várias outras atrações. A lona com capacidade para 900 cadeiras terá apenas 100, mantendo uma boa distância entre elas. Na entrada, o público precisa colocar álcool nas mãos, que fica à disposição, medir a temperatura e permanecer de máscara. Na quarta-feira, fiscais da vigilância sanitária municipal estiveram no local e aprovaram a organização.

Os espetáculos acontecem às 20h30min, respeitando os decretos dos governos do Estado e municipal. “Só queremos trazer alegria à cidade neste momento tão difícil, e lutar pela nossa vida e nossa dignidade”, encerra Rodrigo.

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