Enquanto algumas pessoas colecionam arrependimentos, outras colecionam resultados. Com qual delas você se identifica?
Conheço muitas pessoas que ainda vivem presas ao passado, questionando-se sobre os “se” da vida: “Se eu tivesse feito assim…”, “Se eu não tivesse…”, “Como estaria minha vida hoje?” Pessoas assim tendem a ser reativas. Culpam-se a si mesmas e aos outros por não terem conquistado seus sonhos.

Pessoas proativas podem até lamentar por um momento, mas logo sacodem a poeira e seguem em frente. Não desperdiçam energia com os “se”. São dinâmicas, visionárias. Enquanto a pessoa reativa sofre as consequências, a proativa já está um passo à frente, traçando estratégias para chegar onde quer.
“Less talk, more action!” — “Menos papo, mais ação!” — é uma frase que uso com frequência no meu ambiente de trabalho. Ela funciona perfeitamente para aquele tipo de pessoa que gasta energia demais com o que não importa.
Amo uma boa conversa, mas conversas vazias me frustram. Se não edifica, simplifique. Deixe para lá! Da mesma forma, não sou do tipo que sonha sem conseguir visualizar o sonho. Gosto de clareza, porque clareza gera especificidade — e especificidade gera ação.
Quando minha família americana se reúne em algumas celebrações, quase sempre terminamos a noite com jogos de mesa. Eu adoro os que fazem minha mente trabalhar com mais eficácia — jogos que me fazem pensar e estrategizar. Foi numa dessas ocasiões, jogando Splendor contra meu marido e outro casal, que observei algo curioso.
Enquanto eu ganhava com vantagem considerável, eles tentavam analisar seus erros, repetindo: “I should… I could… I would…” Ou seja: “Eu deveria… Eu poderia… Eu teria…” Eles examinavam o passado, enquanto eu já antecipava os próximos passos.
Há muitas pessoas vivendo no should, could, would, e há quem vive no aqui e agora. E você? Com qual delas se identifica?
Pessoas reativas sempre dizem que deveriam, poderiam, fariam — mas não fazem. Vivem no tempo condicional, no quase, no “quem sabe amanhã”. São especialistas em lamentar.
Stephen Covey, no livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, descreve assim as pessoas reativas: “Quando as pessoas as tratam bem, elas se sentem bem; quando não as tratam bem, tornam-se defensivas ou protetoras. Pessoas reativas constroem suas vidas emocionais em torno do comportamento dos outros, permitindo que as fraquezas alheias as controlem.”
Já pessoas proativas são as que fazem acontecer. Não falam no condicional. São decididas. Em vez de “deveria”, dizem: vou. Em vez de “poderia”, dizem: posso e farei. Em vez de “seria”, dizem: eu sou.
São pessoas que transformam intenção em movimento, plano em ação, sonho em realidade.
Em outras palavras, pessoas proativas são determinadas e persistentes. Se encontram uma barreira no caminho, constroem um novo caminho. Esse tipo de pessoa torna o mundo mais vibrante e intenso. Não roubam a sua alegria — pelo contrário, espalham luz.
Para que nossa vida flua melhor, especialmente nessa busca por menos estresse e ansiedade, é essencial que nosso círculo social seja mais seleto. Pessoas proativas acrescentam coisas boas; pessoas reativas, ao contrário, costumam trazer tumulto e negatividade.
Mas, se a sua intenção é apenas reunir amigos para jogos de mesa nos quais você quer sair vencedor… …aí sim: junte-se aos reativos.








