O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ocorreu em apenas 47 segundos, apesar da presença de forças de oposição e do risco de retaliação. A declaração foi feita durante coletiva em que o republicano comentou detalhes da ofensiva militar realizada em território venezuelano.
Segundo Trump, a operação foi minuciosamente planejada para evitar vazamentos de informação, que ele atribuiu ao Congresso norte-americano. “O Congresso tem tendência a vazar informações. Eu sabia que isso ia acontecer em algum momento”, declarou.
Apesar da rapidez, o presidente americano afirmou que a execução foi extremamente complexa. Ao descrever o momento da captura, Trump disse que Maduro chegou a tentar se refugiar, mas não conseguiu escapar. “Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la”, afirmou.
Trump declarou ainda que acompanhou a ação de perto e relatou resistência durante o avanço das tropas. “Passamos pela oposição, por forças de retaliação. Havia muitos adversários”, disse, ao reforçar que o cenário era hostil.
Petróleo no centro do discurso
Na mesma coletiva, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos Estados Unidos. Segundo ele, empresas americanas irão investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do setor, que classificou como “em péssimo estado”.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera e começar a gerar lucro para o país”, declarou.
O presidente também acusou governos venezuelanos de terem se apropriado indevidamente da indústria do petróleo. De acordo com Trump, o setor foi construído com capital e conhecimento dos Estados Unidos e posteriormente “roubado” por administrações socialistas.
“Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós”, afirmou, classificando o episódio como “um dos maiores roubos de propriedade americana da história”.
“Maior operação desde a Segunda Guerra”, diz Trump
Trump ainda afirmou que a ofensiva que resultou na captura de Maduro foi a maior ação militar dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, a operação envolveu forças aéreas, terrestres e marítimas, com uso de poderio militar considerado “esmagador”.
“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, declarou.
De acordo com o governo norte-americano, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados da Venezuela por via aérea e estão sob custódia dos Estados Unidos, onde devem responder à Justiça em Nova York.
Reação da Venezuela
Após os ataques, o governo venezuelano decretou estado de emergência, afirmou desconhecer o paradeiro do presidente e cobrou uma prova de vida. Até a última atualização, não havia um balanço oficial sobre mortos ou feridos em decorrência da ofensiva militar.
A situação segue em desenvolvimento e mantém a comunidade internacional em alerta diante da escalada do conflito.










