Com a volta às aulas se aproximando, pais brasileiros enfrentam um dilema que se repete todos os anos: levar os filhos para comprar o material escolar ou ir sozinho às papelarias. A escolha, segundo especialistas, vai além da praticidade e pode influenciar diretamente o orçamento familiar e a formação da educação financeira das crianças.
Mesmo com a inflação sob controle, os preços de itens essenciais seguem elevados, exigindo planejamento e atenção redobrada das famílias.
Prós e contras da presença das crianças
Para pedagogos, levar os filhos pode transformar a compra em uma importante experiência educativa. Ao participar do processo, a criança aprende a comparar preços, fazer escolhas conscientes e entender a diferença entre necessidade e desejo — como optar por uma mochila resistente em vez de uma versão temática mais cara.
Estudos apontam que esse envolvimento pode aumentar a motivação escolar e, quando bem conduzido, gerar economia de até 30%, especialmente quando há diálogo e negociação familiar.
Por outro lado, economistas alertam que a presença infantil também pode elevar os gastos. Birras por produtos supérfluos, personagens da moda e marcas premium podem aumentar o valor final da compra entre 20% e 50%, além de prolongar o tempo nas lojas. Para pais solos ou com mais de um filho, o estresse e a perda de foco na lista oficial da escola tornam a ida sozinho mais eficiente.
Especialistas recomendam estratégia e planejamento
Para equilibrar economia e aprendizado, especialistas sugerem estabelecer regras antes de sair de casa: definir um orçamento máximo, priorizar itens essenciais — como cadernos, lápis e canetas — e permitir apenas um “mimo” de valor acessível.
Ferramentas digitais também ajudam. Aplicativos e sites de comparação de preços, compras em atacado e a substituição de marcas premium por genéricas são alternativas eficazes. Para crianças acima de 8 anos, o envolvimento pode ser produtivo; já os menores tendem a se beneficiar mais quando ficam em casa.
Pedagogos ainda recomendam transformar a compra em uma atividade lúdica, como desafios para encontrar o produto mais barato. Em 2026, com listas escolares cada vez mais extensas e a inclusão de itens tecnológicos, como tablets básicos, o diálogo familiar se torna essencial para evitar excessos.
Reflexo no orçamento das famílias
No Sul do Brasil, o gasto médio por aluno varia entre R$ 500 e R$ 800, conforme associações de pais. Levar as crianças pode gerar despesas extras com itens desejados, mas também oferece aprendizados duradouros sobre consumo consciente.
Em um ano eleitoral e de atenção ao cenário econômico, especialistas reforçam que educação financeira começa em casa, preparando crianças e adolescentes para escolhas mais responsáveis no futuro.










