As obras do novo Presídio Regional de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, foram oficialmente iniciadas em janeiro de 2026. O projeto busca enfrentar um problema antigo: a superlotação da atual unidade, inaugurada em 1990 e projetada para 244 detentos, mas que atualmente abriga cerca de 470.
A ordem de serviço foi assinada no dia 9 de janeiro pelo Governo do Estado, e os trabalhos começaram em 16 de janeiro. A empresa responsável pela execução é a Camilo e Ghisi, vencedora do processo licitatório.
Investimento de R$ 54,4 milhões
O investimento total é de R$ 54,4 milhões, com prazo estimado de 31 meses para conclusão. A previsão é que a nova estrutura seja entregue em 2028, podendo haver ajustes no cronograma conforme as condições climáticas.
O novo complexo será construído no mesmo terreno da unidade atual, que será demolida após a finalização das obras.
Estrutura moderna e mais vagas
O projeto prevê 10.477,60 metros quadrados de área construída, com capacidade para 686 reclusos — número que praticamente triplica as vagas existentes hoje.
A nova unidade seguirá padrão industrial e contará com espaços destinados a atividades laborais, com foco na ressocialização dos internos.
Histórico de superlotação
O atual Presídio Regional de Araranguá já foi alvo de interdições judiciais em anos anteriores, devido à superlotação crônica e defasagem estrutural.
A secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, destacou que o novo presídio representa um avanço na modernização do sistema prisional catarinense, com ênfase em educação, trabalho e redução da reincidência criminal.
A expectativa é que a nova estrutura contribua para melhores condições de custódia e para a reorganização do sistema prisional na região Sul do Estado.










