Senador Esperidião Amin (PP) diz que disputará à reeleição, independentemente de quaisquer outras candidaturas ao Senado Federal, no pleito deste ano, em Santa Catarina. Neste sentido, ele faz uma referência direta ao anúncio feito pelo pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, dando conta que os candidatos ao Senado, por seu partido, no Estado, serão a deputada federal Carol de Toni e seu irmão, Carlos Bolsonaro. Amin nutria a expectativa de ser candidato no lugar de Carol, conforme havia sido anunciado pelo governador Jorginho Mello (PL). Não se dando por vencido, o senador reiterou seu desejo de disputar à reeleição neste ano, enfatizando que o projeto se justifica por ele ser catarinense, pertencer a Santa Catarina, e Santa Catarina pertencer a ele.
Neste sentido, nitidamente, Amin busca alfinetar os cariocas Carlos Bolsonaro, e Jorge Seif, que já é senador eleito pelo PL, mas que depois de três anos ainda não disse qual foi o real propósito de sua eleição.
A grande questão, agora, é saber qual caminho a federação União Progressistas, da qual Amin é um dos caciques, irá tomar diante no pleito eleitoral deste ano. O caminho mais óbvio é o de união com o projeto majoritário do PSD, que pretende emplacar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, como candidato a governador. Caso o União Brasil também lance candidato ao Senado por esta coligação, Amin contaria com o segundo voto dos demais partidos desta aliança, e ainda jogaria com a possibilidade de o eleitor catarinense raiz, que fosse votar preferencialmente em Carol de Toni, o tivesse como opção de segundo voto, ao invés de Carlos Bolsonaro.
Todavia, muita água ainda há de passar por baixo da ponte até as convenções, que se realizarão entre 20 de julho e 5 de agosto. O alinhamento nacional dos partidos será determinante para saber quais serão as coligações estaduais possíveis. Em princípio, a federação União Progressista está mais próxima do PL do que do PSD, no plano federal. Se o PSD tiver candidato a Presidência, e a federação estiver aliada ao PL de Flávio Bolsonaro, Amin não poderá disputar a reeleição pela coligação de João Rodrigues. Nada impede, no entanto, que ele dispute a reeleição de forma autoral, ou buscar construir um cenário em que se encaixe como candidato a vice de Jorginho Mello.
- Encontro do MDB estadual ontem, em Araranguá, ecoou apelos para que o partido tenha candidato ao Governo do Estado. A principal voz em defesa desta tese foi a do deputado estadual Tiago Zilli, que, aliás, defende esta ideia desde a eleição de 2022. Dentre os deputados emedebistas na Assembleia Legislativa, ele também foi o único que se opôs a entrada do partido no governado de Jorginho Mello, defendendo que a legenda mantivesse sua autonomia e trabalhasse para ter um candidato próprio ao governo nas eleições deste ano. Tiago foi voto vencido e o MDB embarcou na gestão estadual, com a promessa de ser vice de Jorginho neste ano. Promessa não cumprida, que deixou o partido numa sinuca de bico. Por hora, dois terços das bases do MDB têm solicitado candidatura própria ao governo. O outro terço tem defendido aliança, na condição de vice, de João Rodrigues (PSD).
- Namoro entre o PSD e o Republicanos, em nível nacional, está chegando ao fim. Uma série de situações políticas, dentro do Governo de São Paulo, poderá desalojar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, do governo de Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Isto não é bom para o projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro, já que Tarcísio de Freitas é seu aliado, e, através dele, é que é nutrida a expectativa de que o PSD ainda possa embarcar em uma aliança com o PL, desistindo de lançar o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como candidato à Presidência. As manobras de Kassab, no entanto, convergem para o caminho oposto. Dentre outras situações que têm desgostado Tarcísio está a filiação de diversas lideranças de expressão do Republicanos ao PSD, sem autorização do governador paulista. Trata-se de um nítido movimento de quem já está arrumando as malas para ir embora.
O Republicanos de Balneário Gaivota promoveu na noite de ontem, quinta-feira, uma reunião municipal com a presença do deputado estadual Sérgio Motta, que também é um dos principais líderes do partido no Estado, ao lado do presidente da legenda, o deputado federal Jorge Goetten. Sérgio Motta tem se mostrado um parceiro da gestão do prefeito Kekinha dos Santos, que é filiado ao Republicanos. Ele já enviou para a gestão municipal mais de R$ 1 milhão em recursos, o que inclui R$ 350 mil para a aquisição de uma Van, e também está intermediando, junto ao Governo do Estado, recursos para a construção de um ginásio municipal de esportes, demanda esta solicitada pelo prefeito Kekinha e pelo presidente municipal do partido, Rogério Grassi, o Rogerinho, que é o responsável pelo setor esportivo do Executivo Municipal.