Ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, o turvense Ulisses Gabriel se filiou ao PL, do governador Jorginho Mello, para disputar à Assembleia Legislativa neste ano. Ele já postulou o mesmo cargo em 2018, pelo PSD, tendo ficado na segunda suplência do partido naquela ocasião, em que pese ter feito quase 30 mil votos.
Para o pleito deste ano, Ulisses almeja conquistar 40 mil votos, que é a votação estimada para se assegurar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PL. Com este objetivo, o delegado pretende fazer uma campanha que vá além dos limites geográficos do Sul do Estado, buscando angariar votos oriundos do resultado de seu trabalho frente ao comando da Polícia Civil catarinense, especialmente ao longo dos últimos três anos.
Além de Ulisses Gabriel, também deverão disputar a Assembleia Legislativa pelo PL sulista o atual deputado estadual Jessé Lopes e o advogado Guilherme Colombo, esposo da deputada federal Júlia Zanatta (PL). Afora eles, há a possibilidade que o deputado estadual Pepê Colaço, de Tubarão, deixe o Progressistas e se filie ao PL para tentar a reeleição.
Por mais inusitado que possa parecer, as principais objeções à candidatura de Ulisses Gabriel têm emanado do próprio PL, especialmente através de Jessé Lopes e de Júlia Zanatta. O deputado, e a esposa do futuro candidato, por óbvio, veem na figura de do delegado uma ameaça aos seus respectivos projetos, já que todos têm como principal base eleitoral a região carbonífera.
A vantagem de Ulisses é que ele deverá receber votos em todo o Estado. Afora isto, também deverá ser bem mais votado aqui no Extremo Sul, do que os demais candidatos do PL, justamente por ser natural de Turvo. Seus correligionários acreditam que ele possa fazer entre 5 e 6 mil votos em nossa região. Ulisses Gabriel fará dobradinha com o deputado federal Ricardo Guidi (PL), reeditando a parceria firmada em 2018, quando de sua primeira candidatura.
Finais
- Mesmo em meio a uma verdadeira turbulência dentro de seu partido, por conta das declarações do ex-governador Jorge Bornhausen, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), reafirmou que irá renunciar ao seu mandato no próximo sábado, dia 21. O projeto continua sendo o de disputar o Governo do Estado, com a expectativa de uma aliança com o MDB e com a federação União Progressista, que contempla o União Brasil e o Progressistas. O governador Jorginho Mello (PL), no entanto, diz que tem espaço em sua majoritária para o MDB, e ressalta que gostaria de contar com a federação como aliada. Ao MDB seria destinada a primeira suplência ao Senado, na chapa de Carol de Toni (PL). Em relação a federação, será feita uma proposta de aliança branca, para que o senador Esperidião Amin (PP) dispute o Senado de forma autônoma, mas aliado ao projeto de reeleição de Jorginho.
- Câmara Municipal de Sombrio entregou ontem à noite, pela primeira vez, a Medalha Padre João Reitz, destinada a homenagem pessoas que prestaram, ou prestam, relevantes serviços para o município. A Lei que criou a honraria foi feita a muitas mãos pelo legislativo sombriense, mas teve proposição inicial do vereador José Artur Pereira (PP). Conforme a Lei que institui a Medalha, cada um dos 11 vereadores de Sombrio poderá homenagear uma pessoa por ano. A primeira homenageada foi a professora de Educação Física, da Escola Alda Santos de Vargas, Juliana Martins Vargas, que salvou um aluno que foi encontrado de bruços, desacordado, em uma arquibancada, sem sinais vitais. Após procedimento para desobstrução das vias aéreas, e massagem cardíaca, a professora conseguiu reanimar a criança, a trazendo de volta a vida.











