O cenário pré-eleitoral não tem sido muito alentador para o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), em seu projeto de chegar ao comando do Governo do Estado de Santa Catarina. Enquanto ele acumula uma série de dificuldades para compor uma chapa majoritária de respeito, seus dois principais adversários, que são o governador Jorginho Mello (PL) e o ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB), já estão com suas respectivas caravanas nas ruas, em franca pré-campanha com vistas às 4 de Outubro.
João Rodrigues tem enfrentando uma série de situações adversas, a começar pela falta de sintonia com o seu próprio partido e com os partidos que ele almeja ter em sua base de apoio. O PSD sofreu severas baixas no mês passado, após o desembarque do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do deputado federal Ismael Santos, e de toda a família Bornhausen, o que incluiu o ex-governador Jorge Bornhausen, que era um dos principais articuladores da pré-candidatura do ex-prefeito chapecoense. Afora isto, o MDB, que foi anunciado como seu vice, está totalmente dividido, a exemplo do Progressistas, que compõe a federação União Progressista, junto com o União Brasil. Para se ter uma ideia, até agora o MDB, a quem está reservada a vaga de vice de João Rodrigues, indicou um candidato para a composição. Pelo menos um terço do MDB e dois terços do Progressistas já estão fechados com Jorginho Mello, incluindo, nesta conta, deputados, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças de expressão ligadas aos partidos.
O resultado deste imbróglio que João Rodrigues está metido é o inevitável esvaziamento de sua pré-candidatura, e possivelmente de sua candidatura, já que haverá uma tendência, cada vez maior de migração de forças que, originalmente seriam suas, especialmente para a candidatura do governador Jorginho Mello. Se isto se confirmar, João Rodrigues corre o sério risco de ter que rivalizar com Gelson Merisio, na busca da segunda colocação no pleito estadual deste ano. Por enquanto, as pesquisas o mostram nesta condição, com relativa vantagem em relação ao candidato da esquerda, mas a tendência de Merisio é de crescimento, enquanto a do ex-prefeito de Chapecó é de queda. Em um cenário como este, crescem as chances de o governador Jorginho Mello vencer no primeiro turno, pois, diante de uma ameaça da esquerda a tendência é que os eleitores de centro, centro-direita e de direita, afeiçoados ainda a João Rodrigues, acabem votando no atual governador, em nome do chamado voto útil, aumentando seus percentuais e chances de vitória na primeira etapa da eleição.
Finais
- As pesquisas de intenção de votos têm mostrado três situações bastante claras, ligadas a perda de popularidade do presidente Lula da Silva (PT), o que pode significar a real possibilidade de ele perder sua nova disputa pelo Palácio do Planalto, em Outubro deste ano. Seu principal calcanhar de Aquiles é o custo dos produtos alimentícios, que tem desagradado 72% dos brasileiros, a franca maioria ligados as classes C, D e E, tradicionais eleitores de Lula. O segundo ponto é a convergência, cada vez maior, dos evangélicos para os partidos de direita, e, consequentemente, contra o projeto de reeleição do presidente. Atualmente, 27% dos brasileiros são evangélicos, o que significa 34 milhões de votos válidos. A terceira, e não menos importante situação, está ligada a queda do percentual de mulheres que apoiam Lula. Este quesito está ligado principalmente a questão da segurança, e mais pontualmente à violência contra a mulher.
- A Assembleia Legislativa, através de proposição do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), homenageou a Escola Básica Catulo da Paixão Cearense, de Sombrio, pela passagem de seus 120 anos de fundação. Homenagem mais do que justa ao educandário, assim como aos professores e demais profissionais que já passaram por ali, ajudando a construir a história sombriense. O único problema é que o Catulo não tem 120 anos. Ele foi inaugurado em 1950, e portanto, tem 76 anos. Nem mesmo o argumento de que o Catulo é o sucessor de uma outra escola sombriense cabe neste caso, na medida em que na primeira metade do século XX várias outras escolas estavam ativas em Sombrio, e algumas ainda permanecem. Talvez, e só talvez, o Catulo passa ser considerado uma sucessão da então escola reunida estadual Sibila Haberbeck, que funcionou no centro da cidade de 1942 a 1949, com seus alunos, depois, migrando para o Catulo. Mas o limite é este.










