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Lagoas do Sombrio e do Caverá entram no radar do MP; Caverá já perdeu 60% da área em 30 anos

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A degradação ambiental das lagoas do Extremo Sul catarinense acendeu um alerta regional e já mobiliza o Ministério Público de Santa Catarina. Após instaurar uma notícia de fato para apurar a situação da Lagoa do Sombrio, a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sombrio articulou uma reunião com órgãos públicos, entidades ambientais e lideranças regionais para discutir soluções conjuntas.

O encontro, realizado no dia 26 de março, teve como foco a elaboração de um estudo socioambiental que sirva de base para ações de preservação, recuperação e desenvolvimento sustentável. Durante a reunião, foi definido que o diagnóstico também irá abranger a Lagoa do Caverá, ampliando a preocupação para outro importante ecossistema da região.

No caso do Caverá, os dados são alarmantes: a lagoa perdeu cerca de 60% do seu espelho d’água nos últimos 30 anos, principalmente em função do assoreamento — acúmulo de sedimentos que reduz a profundidade e o volume de água. O fenômeno já impacta diretamente a biodiversidade, dificulta a navegação e compromete o equilíbrio ambiental.

Já a Lagoa do Sombrio, uma das maiores lagoas de água doce de Santa Catarina, apresenta sinais semelhantes de degradação, também associados ao assoreamento e a intervenções humanas ao longo dos anos, como drenagens, retificação de rios, retirada de vegetação nativa e uso intensivo do solo para atividades agrícolas.

A promotora de Justiça responsável pelo caso, Andréia Tonin, reforçou a necessidade de atuação integrada. “A preservação da Lagoa do Sombrio exige uma união de esforços que ultrapassa fronteiras municipais. O Ministério Público atua como mediador para construir soluções sólidas, não apenas para remediar danos, mas para estabelecer uma cultura de prevenção por meio da educação ambiental e da fiscalização rigorosa”, destacou.

Participaram da reunião representantes dos municípios de Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, São João do Sul, Sombrio e Passo de Torres, além de instituições como o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, a Associação de Proteção Ambiental Aguapé e a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense, além de empresários da região.

O estudo socioambiental, que deve contar com investimento estadual, será fundamental para diagnosticar as causas da degradação e orientar medidas concretas. Especialistas alertam que, sem ações efetivas no curto prazo, tanto a Lagoa do Sombrio quanto a Lagoa do Caverá podem sofrer perdas irreversíveis nas próximas décadas, com impactos diretos no meio ambiente, na economia e na qualidade de vida da população.

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