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Rolando Christian Coelho | Rodrigues diz ter uma “aliança” e Jorginho tem “um grupo”

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Pré-candidato ao governo catarinense pelo PSD, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, vem tentando se posicionar no mercado eleitoral como o único postulante ao comando do Estado que estaria de fato preocupado em dar voz a sociedade. De acordo com ele, sua aliança política contempla uma ampla variedade de pensamentos ideológicos, o que incluiria, até mesmo, adversários históricos, como é o caso do MDB e do Progressistas. No que diz respeito aos seus principais adversários, Rodrigues enfatizar que tanto o governador Jorginho Mello (PL), quanto Gelson Merisio (PSB), representam grupos extremistas, que não representariam a média do pensamento da sociedade catarinense.

Em linhas gerais, João Rodrigues quer se posicionar no mercado eleitoral, diante das eleições deste ano, como o candidato da conciliação: aquele que consegue reunir gregos e troianas em torno de um único projeto, que seria, por óbvio, na sua visão, o de trazer melhores resultados administrativos para o Estado.

O pré-candidato do PSD também começou a despregar sua imagem da família Bolsonaro. Neste sentido, não tem feito nenhuma questão de propor afagos ao pré-candidato ao Senado pelo PL, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro. Tem dito, até mesmo, que Carlos seria um excelente candidato, mas no Rio de Janeiro, não em Santa Catarina, onde ele não conheceria a realidade estadual. No embalo, ressalta o que ele considera ser as principais qualidades do senador Esperidião Amin (PP), um de seus principais aliados em seu projeto.

A retórica de João Rodrigues está bem construída, tem sentido, e empolga a militância que está mais próxima a ele. Todavia, não faz muita diferença para os grandes centros urbanos, onde as questões partidárias não tem muita relevância.

O fato é que quanto maior é a densidade eleitoral de um município, melhor é a influência partidária sobre o eleitor deste município. Em Ermo, por exemplo, que possui 2 mil eleitores, a influência partidária deve chegar a quase 90% do eleitorado. Já em Araranguá, que tem 55 mil eleitores, tal influência não deve chegar nem a 50%. Na prática, quanto mais eleitores, menor a influência partidária.

Esta análise se dá com o objetivo de mostrar que a retórica de João Rodrigues só tem sentido para os municípios com menos eleitores, mas não vai influenciar os grandes centros, onde, de fato, as eleições estaduais são definidas. Para convencer o eleitor de Tubarão, Criciúma, Florianópolis, Lages, Blumenau, Jaraguá do Sul, Joinville, e por aí afora, é preciso muito mais do que falar com unidade partidária. Nestes municípios é preciso atender, de forma extremamente pontual, o desejo primário do eleitor. Este deveria ser, de fato, o foco de João Rodrigues.

Finais

  • Coordenador Regional do Avante, o gaivotense Daniel Bischoff, irá participar de um encontro de seu partido, em Palhoça, na próxima quinta-feira, com o pré-candidato à Presidência da República pela legenda, o escritor Augusto Cury. Postulante a um cargo político pela primeira vez, Cury é um renomado escritor, que defende que a inteligência emocional e a gestão da mente são fundamentais para a saúde psíquica, argumentando que a sociedade moderna falha ao educar o intelecto, deixando, no entanto, as emoções desprotegidas. Uma de suas propostas enquanto presidenciável passa justamente pela reorganização do sistema educacional, para que o mesmo também comtemple a necessidade do ensino emocional, como forma do cidadão atingir sua plenitude intelectual.
  • Deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) tem entrado com tudo na região da Amesc, objetivando garantir seu quarto mandato na Assembleia Legislativa. No final de semana ele fez uma série de reuniões na região, com lideranças de diversos partidos que ainda não tem seus candidatos a estadual totalmente definidos. Minotto busca cada vez mais se colocar como um candidato suprapartidário, mesmo porque, o PDT não possui nenhum prefeito, nenhum vice-prefeito e apenas um vereador em toda a Amesc. O parlamentar também já definiu que esta é sua última eleição com vistas ao parlamento estadual. Assegurada sua reeleição, pretende se dedicar a um projeto voltado a Câmara dos Deputados em 2030.

 

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