Em que pese a boa vontade da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, capitaneada pelo deputado estadual Júlio Garcia (PSD), o fato é que o projeto Alesc Itinerante, que trouxe os trabalhos do parlamento catarinense nos últimos dois dias para Araranguá, apenas choveu no molhado. Velhos debates sobre velhos problemas compuseram a tônica do projeto, que é meritório, mas, pelo menos em nossa região, não trouxe novidades.
Dentre os debates e defesas estiveram a necessidade de se dar sequência ao projeto de pavimentação da SC 108, no trecho entre Jacinto Machado e Praia Grande, a necessidade de investimentos para se concluir a Rodovia Caminhos do Mar, a Serra do Faxinal, etc, etc, etc. Obviamente que são demandas que não podem ser relegadas e tampouco menosprezadas, mas o fato é que a população de nossa região espera mais do que retórica.
A questão pontual da SC 108 pode ser tomada como exemplo. Todo mundo já sabe que a empresa que estava pavimentando a obra desistiu do certame, que é necessário fazer uma nova licitação para retomá-la, e tudo mais o que é praxe nestes casos. O que a população espera, no entanto, é que os deputados tragam, em conjunto com o Governo do Estado, uma solução definitiva para o problema, pois o problema, em si, já é mais do que sabido. Esta mesma lógica se estende a todas as demais demandas de expressão de nossa região que estão encaminhadas, mas sem expectativa imediata de solução.
Basicamente, o que a população espera é a liquidação do problema, e não relatos relativos ao problema, pois eles já são mais do que sabidos. Neste sentido, a expectativa real é a de que nossos parlamentares se irmanem efetivamente aos governos estadual e federal, ao judiciário e ao Ministério Público para resolver de vez questões ligadas a infraestrutura rodoviárias, a necessidade de desassoreamento de rios, a fixação de barras, e todas as demais agruras que nos acompanham há mais de 30 anos. As palavras são duras, mas mais dura ainda é a realidade do cidadão que não cansa de pagar impostos sem ver seus direitos essenciais atendidos por conta da burocracia, da má vontade e da procrastinação.
Finais
- Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Indexa, mostra o presidente Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial. No principal cenário estimulado de primeiro turno, o atual mandatário aparece na liderança com 39% das preferências, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 30%. Contudo, as projeções para um eventual segundo turno direto entre os dois indicam um acirramento na fase decisiva do pleito, com a diferença diminuindo para cinco pontos percentuais: Lula alcançaria 46% e Flávio Bolsonaro atingiria 41%. O levantamento, realizado entre os dias 22 e 24 de maio com 2.000 eleitores, apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
- Em simulações alternativas, o Instituto Indexa testou a viabilidade eleitoral da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como cabeça de chapa. Nessa configuração, Lula registra 40% das intenções de voto no primeiro turno contra 25% de Michelle, evoluindo para um placar de 48% a 40% a favor do atual presidente em uma projeção de segundo turno. Em um cenário sem presidente Lula na disputa, Flávio Bolsonaro registra 32% contra 21% do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por exemplo. Já contra o ex-Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), Flávio somaria 40% dos votos no segundo turno e o petista 32%. A pesquisa está registrada sob o número BR-00605/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.











