PolíticaRolando Christian CoelhoRolando Christian Coelho | Partidos receberão quase R$ 5 bilhões para eleições/26

Rolando Christian Coelho | Partidos receberão quase R$ 5 bilhões para eleições/26

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O Tribunal Superior Eleitoral divulgou oficialmente os valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinados aos partidos políticos para as Eleições Gerais de 2026. Ao todo, o Fundo Eleitoral distribuirá aproximadamente R$ 4,9 bilhões entre 30 legendas registradas na Corte. A publicação cumpre o prazo legal que estabelece o limite de até 15 dias após o repasse da dotação orçamentária pela União para a divulgação do rateio dos recursos públicos, cujos critérios consideram o tamanho das bancadas e a votação obtida pelas siglas no Congresso Nacional.
Neste cenário, o PL recebeu a maior fatia do fundo, com um montante de aproximadamente R$ 881,7 milhões. A segunda maior cota ficou com o PT, que terá cerca de R$ 615,4 milhões, seguido de perto pelo União Brasil, com a destinação de aproximadamente R$ 526,2 milhões. Somadas, essas três forças partidárias concentram em torno de 40% de todo o orçamento estipulado para o financiamento público de campanha deste ano. No entanto, se forem levadas em conta as federações partidárias, a União Progressista — formada pelo União Brasil e pelo Progressistas — passa a ser a maior beneficiária dos recursos, alcançando a marca de R$ 943,3 milhões.
O cálculo da partilha do Fundo Eleitoral baseia-se em quatro variáveis que priorizam, majoritariamente, o desempenho dos partidos na disputa por vagas na Câmara dos Deputados no pleito de 2022. A maior parte do recurso, correspondente a 48%, é dividida de acordo com o número de deputados federais efetivamente eleitos por partido, garantindo mais verba para as maiores bancadas. Outros 35% são distribuídos com base no total de votos recebidos pelos candidatos a deputado federal de cada sigla, um instrumento que valoriza o desempenho geral da legenda ao incluir os votos de suplentes e candidatos não eleitos. Além disso, 15% do montante são repassados de acordo com o número de senadores filiados a cada partido e, por fim, os 2% restantes são rateados de forma totalmente igualitária entre todas as agremiações registradas no TSE. Por conta dessa última regra, todas as legendas receberão pelo menos R$ 3,3 milhões do Fundo Eleitoral nas eleições deste ano, mesmo aquelas que não possuem direito a participação no horário eleitoral gratuito e nos debates de rádio e televisão.
𝗙𝗶𝗻𝗮𝗶𝘀
  • A esquerda catarinense está apostando suas fichas em uma candidatura à Câmara dos Deputados para lá de inusitada. Trata-se da vereadora criciumense Geovana Mondardo, do PCdoB, que já foi candidata em 2022 ao Congresso Nacional. Naquela ocasião Geovana fez quase 40 mil votos, ficando na segunda suplência da federação que congrega seu partido, o PT e também o PV. A votação dela foi extremamente expressiva, deixando para trás figuras como os então deputados federais Hélio Costa (REP) e Ângela Amin (PP). A expectativa da federação é eleger no mínimo três deputados federais, e as especulação de bastidores colocar a vereadora entre os eleitos. O interessante da história é que Geovana é filiado ao Partido Comunista do Brasil, e poderá se eleger deputada federal pelo Estado mais conservador do país.
  • Ex-presidente do Progressistas estadual, o atual Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, prevê que dos 28 convencionais de seu partido, pelo menos 20 votem a favor de uma aliança com o governador Jorginho Mello (PL) nas eleições deste ano, caso seja realizada uma convenção para decidir o futuro da legenda diante das eleições deste ano. De acordo com ele, os demais oito membros da cúpula estadual do partido deverão votar por uma aliança com João Rodrigues (PSD). Já no União Brasil, a proporção pró-João Rodrigues deverá ser a mesma, o que deixa o placar tecnicamente empatado entre aqueles que preferem o governador e aqueles que preferem o candidato do PSD ao governo catarinense. Leodegar ressalta, no entanto, que há uma maior tendência de apoio ao governador do que a João Rodrigues. Pelo menos este é o seu sentimento.
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