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Rolando Christian Coelho | Carol de Toni precisa mudar rumo se quiser se eleger

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Deputada federal Carol de Toni (PL), que neste ano postula uma vaga no Senado Federal, tem cometido erros estratégicos bastante pueris, e isto pode lhe custar uma vaga na Câmara Alta nas eleições de outubro. Seu erro mais grotesco tem sido permanecer à sombra do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), ao invés de buscar voo solo para viabilizar sua eleição. Carol chegou ao cúmulo de lançar material de campanha, agora, nos primeiros dias do período eleitoral, defendendo a tese que os eleitores de Carlos devem votar nela também. Trata-se de um apelo que só deve ser feito nos últimos dias da campanha eleitoral, e não agora, pois isto passa a impressão que ela é meramente uma figurante no jogo político catarinense.

Afora isto, a deputada também está muito mal posicionada nas redes sociais. Ela permance com um discurso muito ideológico, alinhado com o pensamento da extrema direita, o que a distancia do eleitoral médio. Na verdade, Carol se dispôs a disputar o Senado mas continua com um discurso de candidata a deputada. Basicamente, para disputar o Senado, qualquer candidato precisa defender as demandas de seu Estado, não as demandas de seu partido.

Mas por quê isto dá certo para Carlos Bolsonaro e não dá certo para Carol de Toni? A resposta é bastante simples: é que ele é filho de Jair Bolsonaro. Do mesmo modo que dará certo para Renan Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, que deverá ser o deputado federal mais votado de Santa Catarina. Em suma, quando se é filho do rei, nenhum príncipe é feio.

Para azar de Carol de Toni, ela rivaliza diretamente com o já senador Esperidião Amin (PP), que está na política desde antes do nascimento dos pais da deputada. Excelente marqueteiro, e mestre na arte da atuação, Amin dá show em frente às câmeras. Ele é o Silvio Santos da política catarinense, e, de fato, é uma ameaça real para as pretensões da parlamentar.

Mas o que Carol de Toni precisa fazer? Simples: ela precisa ser candidata de si própria e sintonizar sua candidatura com os reais anseios da população catarinense. Precisa falar da rodovia tal, do contorno viário tal, de tal demanda na educação, na saúde, na agricultura, e por ai afora. Coisas concretas, que a sintonizem com o dia a dia da população. Caso sua campanha insista em trilhar meramente pelo discurso afinado com o bolsonarismo, suas chances de eleição passarão a ser muito pequenas.

Finais

Os candidatos ao Governo de Santa Catarina apresentam declarações de bens a Justiça Eleitoral que mostram um verdadeiro abismo patrimonial entre um e outros. Os valores informados vão de apenas R$ 500,00 a R$ 2,8 milhões. O maior patrimônio declarado é o de Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, que informou possuir R$ 2.8 milhões em bens. Na sequência aparece João Rodrigues (PSD), com patrimônio declarado de R$ 2.1 milhões. Marcelo Brigadeiro (Missão) declarou R$ 1.8 milhão, enquanto Ralf Zimmer (PRD) informou R$ 1.4 milhão. Também na disputa, Gelson Merísio (PSB) declarou R$ 65o mil em bens, e Marcus Sodré (PSTU) informou patrimônio de R$ 117 mil. Entre os candidatos com os menores valores declarados está Laís Chaud (UP), que informou possuir R$ 500,00 em bens. Já outros disseram não ter absolutamente nada.

A disparidade patrimonial também é francamente notada entre os candidatos ao Senado por Santa Catarina, que foram declarados à Justiça Eleitoral. Entre os concorrentes, Antídio Lunelli (MDB) aparece muito à frente dos demais, com R$ 613 milhões declarados em bens. Observe que ele é 218 vezes mais rico que Jorginho Mello. O segundo maior patrimônio entre os candidatos ao Senado é o de Jefferson da Rocha (PRD), que declarou R$ 14 milhões. Em seguida aparecem Décio Lima (PT), com R$ 3.1 milhões; Carlos Bolsonaro (PL), com R$ 2.7 milhões; e Esperidião Amin (PP), com R$ 2.5 milhões. Na sequência estão Afrânio Boppré (PSOL), com R$ 1.5 milhão, e Carol de Toni (PL), que declarou R$ 1.4 milhão. Todos os demais candidatos declaram patrimônio abaixo de R$ 1 milhão.

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