Catarinenses escolherão dois representantes para mandatos de oito anos; Senado vota leis, fiscaliza o Executivo e decide sobre indicações para cargos importantes da República
Com o encerramento das convenções partidárias em 5 de agosto, Santa Catarina chegou a 13 nomes confirmados para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. Neste ano, estarão em jogo duas das três cadeiras destinadas ao Estado, o que significa que cada eleitor catarinense poderá votar em dois candidatos diferentes para senador.
As eleições acontecem no dia 4 de outubro. Além dos dois senadores, os eleitores escolherão deputados estaduais, deputados federais, governador e presidente da República.
Conforme as candidaturas confirmadas nas convenções, disputam o Senado por Santa Catarina:
Afrânio Boppré (PSOL)
Ana Lúcia da Silveira (UP)
Antídio Lunelli (MDB)
Carlos Bolsonaro (PL)
Caroline de Toni (PL)
Caroline Sant’Anna (PCO)
Décio Lima (PT)
Esperidião Amin (PP)
Jeferson Rocha (PRD)
Joaninha de Oliveira (PSTU)
Marcos Dorval (PSTU)
Marlene Soccas (UP)
Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão)
Os partidos têm até o dia 15 para realizar eventuais alterações nas chapas e candidaturas definidas nas convenções, conforme as regras eleitorais.
Mas, afinal, o que faz um senador?
Apesar de ser um dos principais cargos colocados em disputa nas eleições, nem sempre as atribuições de um senador são conhecidas pelo eleitor.
O Senado Federal, ao lado da Câmara dos Deputados, forma o Congresso Nacional. A principal diferença é a representação: enquanto o número de deputados federais varia conforme a população de cada estado, cada estado e o Distrito Federal possuem três senadores, independentemente do número de habitantes.
O mandato de senador é de oito anos, o dobro do mandato de deputados, prefeitos, governadores e presidente.
Entre as principais funções de um senador está propor, discutir e votar leis que terão validade em todo o país. Projetos relacionados à saúde, educação, segurança, economia, infraestrutura, impostos, direitos sociais e outras áreas passam pelo Congresso e podem depender da aprovação do Senado.
Os senadores também votam Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que alteram o texto da Constituição Federal e exigem um processo de aprovação mais rigoroso.
Outra função fundamental é fiscalizar o Poder Executivo. Senadores podem cobrar informações do governo, convocar autoridades para prestar esclarecimentos e integrar Comissões Parlamentares de Inquérito, as CPIs.
Senado também analisa ministros do STF e outras autoridades
Algumas atribuições são específicas do Senado Federal.
Cabe aos senadores, por exemplo, analisar indicações feitas pelo presidente da República para determinados cargos. Entre os casos de maior repercussão estão os indicados para ocupar vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes de assumir, o indicado passa por sabatina no Senado e precisa ter seu nome aprovado pelos parlamentares.
O Senado também participa da aprovação de outras autoridades, como dirigentes de instituições e representantes diplomáticos, nos casos determinados pela Constituição.
Outra atribuição de grande relevância é processar e julgar determinadas autoridades por crimes de responsabilidade. É o Senado, por exemplo, que realiza o julgamento de um presidente da República em um processo de impeachment depois de cumpridas as etapas constitucionais.
A Casa ainda possui responsabilidades relacionadas às finanças públicas e ao endividamento da União, estados e municípios.
Por que Santa Catarina vai escolher dois senadores?
Cada estado possui três senadores, mas as três vagas não são disputadas simultaneamente.
A renovação ocorre de maneira alternada. Em uma eleição, é renovado um terço das cadeiras; quatro anos depois, são renovados dois terços.
Em 2026, Santa Catarina terá duas vagas em disputa. Por isso, na urna, o eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para senador. Não é possível votar duas vezes no mesmo candidato.
Os dois mais votados no estado serão eleitos, independentemente da votação dos demais candidatos de seus partidos ou coligações.
Candidatos têm dois suplentes
Outro detalhe importante é que cada candidato ao Senado registra também dois suplentes.
Diferentemente do que ocorre nas eleições proporcionais para deputados, os suplentes fazem parte da própria chapa do candidato. Eles podem assumir o mandato caso o titular renuncie ou não possa continuar exercendo o cargo por alguma das situações previstas na legislação.
Por isso, conhecer quem são os suplentes também faz parte da análise da chapa apresentada ao eleitor.
Com 13 candidatos disputando duas vagas e mandatos que se estendem por oito anos, a eleição para o Senado será uma das principais decisões dos catarinenses em outubro. Além de representar Santa Catarina em Brasília, os dois eleitos terão participação direta na elaboração das leis, na fiscalização do governo federal e em algumas das decisões institucionais mais importantes do país.









