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Rolando Christian Coelho | João Rodrigues até se esforçar, mas não sai do lugar

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Candidato ao Governo do Estado pelo PSD, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, tem se esforçado para que sua candidatura ganhe musculatura e propulsão, mas, por ora, seus esforços têm se mostrado inglórios. O principal motivo disto é sua falta de capilaridade eleitoral real.

João Rodrigues tem uma excelente coligação, composta por PSD, MDB, Progressistas e União Brasil, mas o problema é que ela existe apenas no papel. Na prática, nenhum destes partidos está verdadeiramente engajado a seu projeto; nem mesmo a própria sua legenda de filiação. Especialmente no que diz respeito ao MDB e ao Progressistas, a dissidência é gigantesca. Os candidatos do Progressistas, por exemplo, têm feito campanha sem vincular suas imagens a de João Rodrigues, mesmo com o partido estando aliado a ele. O MDB ainda não chegou a este ponto, mas nomes de peso da legenda, como os deputados estaduais Jerry Comper e Fernando Kreling, e o federal Valdir Cobalchini, estão de braços dados com o governador.

O PSD, por sua vez, padece pela falta de alianças locais verdadeiras. O partido tem se visto sozinho na absoluta maioiria dos municípios. Com isto, não se sente motivado para sair às ruas, propor encontros ou realizar caminhadas ou bandeiraços. A verdade é que o PSD está acuado. Mesmo acanhamento que acomete o União Brasil, a menor legenda dentre os aliados do ex-prefeito chapecoense.

Paralelo a isto, a esquerda, motivada pela candidatura à reeleição do presidente Lula da Silva (PT), tem saído às ruas. Com uma propaganda televisiva muito bem feita, o candidato ao governo, Gelson Merisio (PSB), tem ajudado a amarrar ainda mais o projeto de João Rodrigues, na medida em que os eleitores de direita acabam voltando seus olhares diretamente para Jorginho Mello, como forma de barrar a ascensão de Lula. Em meio a esta dicotomia, João Rodrigues acaba ficando de lado. O conjunto que orbita este cenário tem feito com que sua campanha não saia do lugar, e, muito provavelmente, não sairá.

Em princípio, o candidato do PSD tem três semanas para tentar algo de novo, buscando uma virada de mesa. Todavia, sua situação atual é bastante complicada, do ponto de vista da viabilidade eleitoral. Neste momento, o fato é que seria mais fácil apostar em algo de muito ruim acontecendo na campanha de Jorginho Mello, do que em algo bom acontecendo em sua própria campanha.

Finais

O presidente Lula da Silva (PT) estará em Santa Catarina no próximo domingo, dia 13, para uma agenda política e institucional. Durante a passagem pelo Estado, Lula pretende apresentar os investimentos realizados pelo Governo Federal em território catarinense e estabelecer comparações com os resultados da gestão de Jair Bolsonaro (PL). A programação deverá ocorrer ao lado do candidato ao Governo, Gelson Merisio, tendo, a princípio, Florianópolis como principal destino da visita presidencial. A presença de Lula é considerada estratégica pela campanha da esquerda no Estado, que aposta na popularidade do presidente para ampliar a aproximação de Merisio com o eleitorado lulista.

Grupo político de Balneário Gaivota, que apoia o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) à reeleição, se reuniu ontem à noite para hipotecar apoio a sua campanha. O encontro aconteceu na residência do ex-prefeito Everaldo João Ferreira, que administrou o município entre 1997 e 2000, pelo PDT, vindo daí sua proximidade com o parlamentar. Minotto, que concorre à reeleição, já disse que, em sendo eleito, fará seu último mandato na Assembleia Legislativa. O foco em 2030 seria disputar à Câmara Federal. Um dos cotados para substituí-lo na disputa por uma cadeira no parlamento catarinense é o prefeito gaivotense, Kekinha dos Santos, que voltaria ao PDT para encarar este desafio.

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