O resultado do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 mostrou uma clara predominância de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula da Silva (PT) nos 15 municípios que integram o Extremo Sul Catarinense, a popular região da Amesc. Flávio venceu em todos os municípios da região e, considerando a média simples dos percentuais registrados, alcançou 70% dos votos válídos, contra 22% de Lula.
A força do candidato do PL foi ainda mais evidente nos municípios de colonização italiana da região. Turvo apresentou o maior percentual de Flávio na Amesc, com aproximadamente 80% dos votos válidos, contra 15% de Lula. Logo depois aparece Meleiro, onde o placar arredondado foi de 78% a 16%. Em Morro Grande, Flávio chegou a 77%, contra 17% de Lula. Jacinto Machado registrou 76% a 18%, enquanto em Ermo a disputa terminou em 75% a 19%.
A vantagem continuou expressiva nos demais municípios. Em São João do Sul, Flávio Bolsonaro obteve 72%, contra 20% de Lula. Timbé do Sul também deu 72% ao candidato do PL, enquanto Lula ficou com 22%. Em Santa Rosa do Sul, o resultado foi de 70% a 23%. Sombrio, um dos maiores colégios eleitorais da região, também deu ampla vantagem a Flávio: aproximadamente 70% contra 23% de Lula.
Em Araranguá, maior município e principal colégio eleitoral do Extremo Sul catarinense, Flávio Bolsonaro alcançou aproximadamente 67% dos votos válidos, enquanto Lula chegou a 25%. Maracajá apresentou comportamento muito semelhante, com 67% para Flávio e 24% para Lula. Em Passo de Torres, o resultado ficou em 64% para o candidato do PL e 28% para o petista.
Foi justamente nos municípios de perfil mais litorâneo que Lula encontrou alguns de seus melhores desempenhos na região, embora ainda muito distante de Flávio. Em Balneário Gaivota, o resultado foi de aproximadamente 64% para Flávio e 29% para Lula. Já Balneário Arroio do Silva apresentou o menor percentual de Flávio entre os 15 municípios da Amesc, com 61%, ao mesmo tempo em que Lula alcançou 32%, seu melhor desempenho proporcional na região. Em Praia Grande, tradicional reduto da esquerda regional em eleições gerais, Flávio Bolsonaro registrou 63% e Lula 28%.
Os números demonstram que a vantagem de Flávio não ficou restrita a um determinado conjunto de municípios. O candidato do PL venceu desde os pequenos municípios agrícolas do interior até os maiores centros populacionais e municípios do litoral. A diferença, no entanto, foi particularmente elevada em Turvo, Meleiro, Morro Grande, Jacinto Machado e Ermo, onde Flávio ficou entre 75% e 80% dos votos válidos. Mesmo no município em que teve seu desempenho proporcional mais baixo, que foi Balneário Arroio do Silva, o candidato superou a marca dos 60%.
Finais
Governador Jorginho Mello (PL) poderá iniciar o segundo mandato com apoio direto de até 29 dos 40 deputados estaduais eleitos ou reeleitos no último domingo. Além dos 22 parlamentares ligados a partidos de sua coligação, é certo o apoio que receberá de três dos quatro deputados do MDB, dos dois eleitos pelo União Brasil, de um parlamentar do Progressistas e do único representante do PDT. Caso esses alinhamentos se confirmem, sua base parlamentar corresponderá a 72% dos votos da Assembleia Legislativa, o suficiente até mesmo para mudar a Constituição Estadual e evitar processos de impeachment. E esse número poderá ser ainda maior em votações específicas, dependendo do tema em discussão e da posição adotada pelos demais parlamentares.
A votação para deputado estadual é tradicionalmente utilizada como termômetro da base eleitoral mais fiel de cada partido, por refletir sua capilaridade nos municípios. Em Santa Catarina, o resultado de 2026 mostrou ampla vantagem do PL no resultado das urnas, que concentrou 36% dos votos válidos do Estado, se posicionando, de forma isolada, como a legenda preferida do eleitor catarinense. Bem atrás aparecem PT com 11%, MDB com 9%, Republicanos e PSD, ambos com 8%. O União Brasil alcançou 6%, enquanto PP e Podemos ficaram com 5% cada. O Novo chegou a 4%, o PSOL a 3%, e o PDT e o PSDB ficaram com 2% cada. Ideologicamente, os partidos de direita somaram 65% dos votos, os de centro 19% e os de esquerda 16%.










