As eleições de 2026, em nível nacional, terminaram com um saldo expressivo para o Extremo Sul Catarinense. Dos 15 candidatos ligados diretamente aos municípios da Amesc que entraram na disputa, três conquistaram mandato: José Milton Scheffer (PP), de Sombrio, foi eleito deputado federal com 93.005 votos; Tiago Zilli (MDB), de Turvo, garantiu a reeleição para deputado estadual com 41.548 votos; e Ulisses Gabriel (PL), natural de Turvo, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa com 48.130 votos. Com isto, a região passa a contar, a partir de 2027, com um deputado federal e dois deputados estaduais diretamente vinculados ao Extremo Sul.
A maior votação entre os 15 candidatos foi justamente a de José Milton. Ex-prefeito de Sombrio e deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, ele deu um passo adiante em sua trajetória política e chegou à Câmara dos Deputados com 93.005 votos em Santa Catarina. Sua eleição garante à Amesc uma representação direta em Brasília. José Milton deixa a Assembleia depois de 16 anos e assumirá o mandato federal em fevereiro de 2027.
Na disputa estadual, Ulisses Gabriel alcançou 48.130 votos. Natural de Turvo e atualmente radicado em Orleans, o delegado da Polícia Civil conseguiu transformar sua votação estadual em uma cadeira na Alesc. Tiago Zilli, por sua vez, confirmou sua força eleitoral. Ligado diretamente a Turvo, município do qual já foi vice-prefeito e prefeito, o emedebista chegou a 41.548 votos e garantiu mais quatro anos no parlamento catarinense. Somente na Amesc, Zilli recebeu 25.896 votos, votação 21,2% superior à registrada na região em 2022.
A região, no entanto, colocou nas urnas outros nomes que também acumularam votos em diferentes pontos de Santa Catarina. Evandro Scaini (PP), fortemente identificado com Balneário Arroio do Silva, onde foi prefeito quatro vezes, recebeu 29.187 votos e ficou na suplência. Arlindo Rocha (PT), ex-prefeito de Maracajá e ex-presidente da Amesc, somou 14.996 votos. Jucemar Custódio, o Bujão (PSDB), tradicional nome da política de Sombrio, alcançou 3.257 votos.
Entre os demais candidatos estaduais ligados à região, Roberto Pereira (Novo), de Passo de Torres, recebeu 568 votos; Ana Paula de Souza (Republicanos), de Araranguá, 397; Flaviana Rocho (Podemos), de São João do Sul, 298; Tatiane Santana (Novo), de Sombrio, também 298; Juceia dos Santos Lucas, a Jú do Taxi (União Brasil), de Balneário Gaivota, 111; e Alcir Marcos (Solidariedade), de Araranguá, 92 votos.
Na corrida pela Câmara Federal, além da eleição de José Milton, outros três candidatos representaram municípios da Amesc. Morgana Daniel (Novo), ligada a Araranguá, conquistou 3.047 votos. Também de Araranguá, Paulo Josué Lima Pereira (Missão) recebeu 459 votos. Marcos Colares, o Marcão do Biel (PRD), ligado a Jacinto Machado, terminou a disputa com 90 votos.
O resultado final, portanto, dá uma dimensão bastante clara da representação conquistada pelo Extremo Sul. Em setembro, quando as candidaturas estavam colocadas, a Amesc apresentava 11 nomes para a Assembleia e quatro para a Câmara Federal, oriundos ou diretamente ligados a Araranguá, Maracajá, Balneário Arroio do Silva, São João do Sul, Balneário Gaivota, Sombrio, Passo de Torres, Turvo e Jacinto Machado.
Das 15 candidaturas, três chegaram efetivamente ao mandato. José Milton levará a representação regional para Brasília, enquanto Tiago Zilli e Ulisses Gabriel estarão na Assembleia Legislativa. A partir de 2027, portanto, a Amesc poderá contar com três deputados diretamente ligados à região: um federal e dois estaduais, formando uma representação parlamentar própria tanto na capital catarinense quanto no Congresso Nacional.
Finais
A Câmara dos Deputados terá uma configuração mais concentrada à direita a partir de 2027. O PL elegeu 121 dos 513 deputados e será, com larga vantagem, a maior bancada. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, terá 88 cadeiras, enquanto União Brasil e PP, reunidos na Federação União Progressista, somam 87. PSD terá 43 deputados, Republicanos 41 e MDB 36. Apesar do crescimento do PL, nenhuma força terá sozinha os 257 votos necessários para maioria absoluta, e muito menos os 308 exigidos para aprovar uma PEC. Isto significa que o centro continuará decisivo para a formação de maiorias e para a governabilidade a partir do próximo ano.
No Senado, a mudança será ainda mais significativa. Com dois terços das 81 cadeiras renovados em 2026, o PL saltará de 15 para 28 senadores, passando a controlar sozinho mais de um terço da Casa. A Federação União Progressista aparece com 12 integrantes, o PT terá nove e o MDB oito. Republicanos e PSD terão cinco cada, enquanto o PSB ficará com quatro. O crescimento do PL amplia o peso da direita numa Casa estratégica para aprovação de autoridades indicadas pelo Executivo, ministros de tribunais superiores e processos de impeachment. Ainda assim, nenhuma legenda terá maioria sozinha: serão necessários 41 votos para decisões por maioria absoluta e 49 para aprovar uma PEC.










