As duas primeiras pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial de 2026 apresentam vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula da Silva (PT). Os levantamentos do Datafolha e do PoderData/Aya, divulgados ontem, utilizaram metodologias distintas, mas chegaram a resultados semelhantes, apontando uma diferença de quatro a seis pontos percentuais entre os candidatos na disputa pelos votos válidos.
A pesquisa Datafolha, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-02949/2026, ouviu 2.520 eleitores entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de entrevistas presenciais realizadas em municípios das cinco regiões brasileiras. O levantamento possui abrangência nacional e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, contra 48% de Lula. Considerando os votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, o senador registra 49% das intenções de voto, enquanto o presidente alcança 45%.
Por sua vez, a pesquisa PoderData/Aya, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08134/2026, ouviu 3 mil eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas realizadas com usuários de celulares e telefones fixos. O levantamento abrangeu 705 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação, utilizando critérios de representatividade relacionados a sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica. A margem de erro informada é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Financiada com recursos próprios do PoderData, a pesquisa apresenta Flávio Bolsonaro com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula.
A principal diferença metodológica entre os levantamentos está na forma de abordagem dos entrevistados. Enquanto o Datafolha utiliza entrevistas presenciais, o PoderData realiza a coleta por telefone. Essa distinção pode influenciar a composição das amostras e a maneira como determinados segmentos do eleitorado respondem às perguntas. No entanto, os dois institutos procuram representar estatisticamente a população brasileira apta a votar, observando critérios demográficos e geográficos. A proximidade dos resultados reforça a indicação de vantagem de Flávio Bolsonaro neste momento da campanha, embora não elimine as incertezas próprias de uma disputa eleitoral.
É importante observar, contudo, que pesquisas de intenção de voto representam fotografias do comportamento do eleitorado durante o período de coleta, e não previsões definitivas do resultado das urnas. A margem de erro, o intervalo de confiança, a metodologia empregada e a possibilidade de mudanças nas preferências dos eleitores precisam ser considerados na interpretação dos números. Além disso, a existência de resultados semelhantes em pesquisas diferentes não significa que os levantamentos sejam absolutamente independentes de possíveis efeitos metodológicos ou de alterações no ambiente político.
Finais
O Senado Federal deverá contar, a partir de fevereiro de 2027, com pelo menos 50 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. O número foi alcançado após Luis Felipe Cunha, suplente de Sergio Moro, aderir ao PL e manifestar apoio à medida. Conforme o regimento interno do Senado, faltam apenas quatro votos para atingir os 54 necessários à condenação de um ministro, equivalentes a dois terços do Senado. Com 29 das 81 cadeiras, o PL terá a maior bancada da Casa. No entanto, a posição favorável ao impeachment não representa compromisso automático com a aprovação de um processo específico. Alexandre de Moraes está entre os ministros na mira dos senadores de direita.
Mesmo derrotado na disputa pelo Senado em Santa Catarina por Carlos Bolsonaro (PL), Esperidião Amin (PP) reiterou seu apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), irmão de seu adversário nas urnas. O posicionamento evidencia a separação entre as disputas estaduais e os interesses nacionais do Progressistas. Amin, que preside a legenda em Santa Catarina, defendeu que o partido formalize apoio a Flávio no segundo turno. No entanto, a decisão também revela o pragmatismo político do senador, que optou por preservar sua posição no campo da direita, apesar do revés eleitoral imposto pela família Bolsonaro em território catarinense.










