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Mais de 1 milhão de catarinenses não compareceram às urnas no 1º turno

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Abstenção chegou a 18,95% em Santa Catarina, superou o índice de 2022 e deixou mais de 1 milhão de eleitores fora da votação no primeiro turno

O primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo (4), revelou um dado que chama a atenção em Santa Catarina: quase um em cada cinco eleitores deixou de comparecer às urnas. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), a abstenção chegou a 18,95%, enquanto o comparecimento ficou em 81,05%. O índice de ausências representa um crescimento de 0,49 ponto percentual em relação ao pleito de 2022.

Em números absolutos, 1.086.492 eleitores não participaram da votação, diante de um universo de 5.734.651 pessoas aptas a votar na eleição federal no estado. Por outro lado, 4.648.159 catarinenses compareceram às urnas para escolher seus representantes.

Mais eleitores, mas também mais ausências

O crescimento da abstenção acompanha um cenário de ampliação do eleitorado catarinense. Em quatro anos, aumentou o número de pessoas habilitadas a votar, assim como o total de eleitores que efetivamente participaram da eleição.

Apesar disso, o avanço das ausências chama a atenção. Na comparação com 2022, a proporção de catarinenses que deixaram de votar passou de 18,46% para 18,95%, conforme os balanços oficiais da Justiça Eleitoral.

A diferença percentual parece pequena, mas representa dezenas de milhares de ausências adicionais. O fenômeno levanta discussões sobre participação política, interesse pelas eleições e os obstáculos que podem afastar parte da população das urnas.

Jaraguá do Sul e região entram no levantamento

No Vale do Itapocu, Jaraguá do Sul concentra o maior eleitorado da região e figura entre os dez maiores colégios eleitorais de Santa Catarina. Em julho, o TRE-SC divulgou que o município tinha 130.867 eleitores aptos a participar das eleições de 2026.

Guaramirim aparece na sequência regional, seguida por municípios como Schroeder, Massaranduba e Corupá. Juntas, essas cidades representam uma parcela significativa do eleitorado do Norte catarinense.

A comparação dos índices municipais de comparecimento e abstenção permite observar diferenças no comportamento eleitoral entre cidades próximas, inclusive entre municípios com tamanhos populacionais distintos. Também possibilita identificar quais localidades registraram maior participação proporcional nas eleições.

Ausência não significa voto branco ou nulo

É importante distinguir a abstenção dos votos brancos e nulos. A abstenção corresponde ao eleitor que não comparece para votar. Já os votos brancos e nulos são registrados por pessoas que participaram da eleição, mas não escolheram validamente um candidato para determinado cargo.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, sendo facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e pessoas analfabetas.

Especialistas apontam que fatores como dificuldades de deslocamento, desinteresse político e questões relacionadas ao cadastro eleitoral podem contribuir para o não comparecimento. Entretanto, os números gerais de abstenção não permitem identificar, isoladamente, os motivos das ausências.

Participação volta ao debate

Com o segundo turno da eleição presidencial marcado para 25 de outubro, o comparecimento dos eleitores permanece como um dos aspectos importantes do processo democrático.

Embora mais de 80% do eleitorado catarinense tenha participado do primeiro turno, a marca superior a 1 milhão de ausentes reforça a dimensão do desafio de estimular a participação nas decisões políticas.

O resultado mostra que, além da disputa entre candidatos, as eleições também são marcadas por uma parcela expressiva de cidadãos que, por diferentes razões, não chega às urnas.

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