segunda-feira, 6 DE abril DE 2026
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Rolando Christian Coelho | Esquerda quer consenso entre Dário e Décio

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Rolando Christian Coelho, 18/05/2022

Esquerda quer consenso entre Dário e Décio

Frente Democrática, grupo de partidos de esquerda em Santa Catarina composto por PT, PDT, PSB, Psol, PCdoB, PV, Rede e Solidariedade, decidiu que caberá ao senador Dário Berger (PSB) e ao presidente estadual do PT, Décio Lima, a responsabilidade por chegar a um consenso quanto a qual dos dois será o candidato a governador pela aliança. Em princípio, eles têm duas semanas para chegar a um denominador comum.

Se isto não acontecer até o dia 31 de maio, então, os presidentes das legendas que compõe o grupo é que decidirão qual disputará o governo, ofertando a vaga de vice ao segundo.
A bem da verdade, Décio Lima só tem que esperar até o dia 31 para ter seu nome referendado pelos demais partidos. De saída, ele já teria os votos do PT, Psol, PCdoB, Rede e PDT. Sendo assim, ou Dário abre mão para Décio nos próximos dias, ou fatalmente Décio será o indicado pela Frente Democrática para disputar o governo.

A partir deste momento se abre uma grande incógnita. É que se não for para ser candidato a governador, Dário Berger preferirá disputar o Senado, candidatura que também é postulada pelo ex-deputado federal Jorge Boeira (PDT), além de Afrânio Boppré (Psol), e Ângela Albino (PCdoB), que nesta semana colocou seu nome à disposição para a disputa majoritária.

Boeira, no entanto, terá a preferência do grupo, caso rivalize internamente com Boppré e Ângela, por um simples motivo: a Frente Democrática não quer perder o PDT, pois o partido terá candidato à Presidência da República, através de Ciro Gomes.

Se o PDT não estiver na majoritária da Frente, fatalmente Ciro irá bancar uma candidatura ao governo catarinense pela legenda, provavelmente através do próprio Boeira.

Se por um lado já parece fato consumado que Décio Lima será o candidato a governador do grupo, por outro lado fica em aberta a questão do vice e do candidato a senador pela aliança. A lógica sugere Dário Berger concorrendo novamente ao Senado, e Boeira concorrendo como vice de Décio Lima.

Convém lembrar, no entanto, que Boeira prefere o Senado, e tem poder de barganha para isto. A grande questão é saber se ele irá querer usar este poder, ou se cederá para facilitar o consenso dentro do grupo.

Os demais pré-candidatos majoritários, e os que ainda podem se apresentar como tal, são meras figuras decorativas, e somente serão escalados caso a aliança entre Décio, Berger e Boeira não vá adiante, por interesses pessoais ou partidários.

Vai faltar votos para tantos candidatos em SC

Vai faltar votos para tantos candidatos. Nos bastidores da política catarinense os institutos de pesquisa têm indicado que é possível chegar ao segundo turno da eleição governamental com 23% dos votos na primeira etapa do pleito. Em princípio, todos os pré-candidatos acreditam que têm condições de atingir este patamar.

O grupo do governador Carlos Moisés da Silva (Rep), por exemplo, diz que até sozinho ele rompe a marca dos 30% no primeiro turno. A Frente Democrática, que deverá ter Décio Lima (PT) como candidato, diz que a direita pode até ter 75% dos votos dos catarinenses, mas que 25% fica com a esquerda. Gean Loureiro (União), aliado do PSD, e de olho no Progressistas, aposta que grupo chegar fácil aos 35%.

Antídio Lunelli (MDB), diz que no pior cenário, sua candidatura atinge 30% no primeiro turno. Jorginho Mello (PL), que será o candidato oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Santa Catarina, diz que o bolsonarismo tem a obrigação de ultrapassar os 30% na primeira etapa da eleição. O fato é são muitas pretensões, diante de percentuais que não são tão elásticos assim. No fim da equação, os números não fecham.

Conversa entre Amin e Antídio dá nó na cabeça do eleitorado

Eleição deste ano em Santa Catarina está dando nó na cabeça até dos mais experientes. Ontem, o pré-candidato a governador do MDB, Antídio Lunelli, e o pré-candidato a governador do Progressistas, Esperidião Amin, se reuniram para discutir o pleito eleitoral deste ano no Estado.

As duas legendas são rivais na absoluta maioria dos municípios catarinenses, e as bases dos dois partidos simplesmente não admitem uma convergência entre as siglas. Antídio e Amin sabem disto, mas, independentemente desta realidade, se reuniram, prospectaram cenários, e discutiram o futuro da política estadual.

A bem da verdade, o que os une, neste momento, é o desejo de desarticular o governador Carlos Moisés da Silva (Rep), que tem cooptado cada vez mais prefeitos, vices e vereadores de expressão, tanto do MDB quanto do Progressistas, para seu projeto.

A aposta de Moisés, por sua vez, é acertada. Com a quantidade de recursos que tem destinado às prefeituras administradas pelas duas legendas, o governador sabe que receberá a gratidão de uma infinidade de líderes das duas agremiações, mesmo que MDB e Progressistas não estejam oficialmente aliados a ele.

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