sábado, 31 DE janeiro DE 2026
PolíticaRolando Christian Coelho - 05/12/2022 - Municipalismo em SC não dá certo

Rolando Christian Coelho – 05/12/2022 – Municipalismo em SC não dá certo

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O que deveria ser algo natural na gestão pública, em Santa Catarina não deu certo até a agora. Os governadores que ousaram ousar, destinando recursos diretamente para as prefeituras municipais, para que estas realizassem as obras que achassem convenientes para a população, se estreparam nas urnas. É sabido que este método é mais prático, mas barato para os cofres públicos, que as demandas são atendidas de forma mais rápida, mas, por ora, ainda não deu certo.
O primeiro a tentar este método foi Paulo Afonso Vieira (MDB), eleito em 1994 para comandar o Estado. Em meio a seu mandato, anunciou o tal “governo municipalista”. Começou a fazer uma série de parcerias diretamente com os executivos municipais, passando por cima da lógica natural de intermediar recursos via deputados estaduais e federais. No meio do caminho sofreu um processo de impeachment, sendo salvo aos 45 do segundo tempo por artimanhas políticas. Seu projeto de reeleição, no entanto, foi catastrófico, com seu próprio partido o sabotando. Paulo Afonso acabou emplacando apenas 23% dos votos no primeiro turno, não chegando sequer ao segundo turno da eleição governamental. Em meio a escândalos que brotavam do chão a todo momento, acabou caindo no ostracismo político.
No atual mandato, do governador Carlos Moisés da Silva (Rep), vimos algo muito parecido acontecer. A anunciada municipalização do governo distanciou o governador do parlamento, e a consequência foram dois processos de impeachment. No plano político eleitoral, a história é recente é não precisa ser recapitulada em detalhes: Carlos Moisés também não conseguiu chegar ao segundo turno, fazendo pouco mais de 17% dos votos.
Em ambos os casos o que faltou foi apoio político. Nem Paulo Afonso, nem Carlos Moisés, tiveram ao seu lado contingentes de resistência. A grande maioria daqueles que se locupletaram com as benesses do governo os abandonaram na hora que mais precisavam. O que prevaleceu foram os acertos político-partidários, para os quais ambos não demonstraram habilidade. No caso de Paulo Afonso, ele quis criar seu próprio grupo, deixando de lado as velhas raposas da política estadual, incluindo as que faziam parte de sua própria legenda. No caso de Carlos Moisés, a ingenuidade foi maior ainda, pois ele se viu como a personificação de seu mandato, imaginando que isto por si só bastaria. Tanto não bastou, que perdeu. Em princípio, nenhum dos dois estava errado na condução da gestão pública. O problema é que em política, estar certo ou errado é apenas um detalhe. Dependendo da torcida, o erro vira acerto, e o acerto vira erro. Tudo depende de como os animadores dos torcedores os conduzem.

 

Copa do Mundo é uma aula de história

Pra quem ainda não entendeu como funciona o mundo, os jogos da Copa do Catar são uma bela aula de história. Invariavelmente, os países colonizadores derrotam os países colonizados. Quando os colonizados jogam entre si, o vencedor é aquele mais desenvolvido, já sendo este o prenúncio de sua mudança de categoria. O colonizado só ganha do colonizador quando este o subestima, mas logo em seguida alguém derrotará o colonizado, em nome do colonizador. O colonizador sempre conta com soldados dos colonizados para impor suas vitórias, o que leva a crer que os colonizados só estão neste nível porque eles mesmos contribuem para isto.

 

Amin vê diretoria do Senado protegendo STF

Senador Esperidião Amin (PP) tem chamado a atenção para o fato da Mesa Diretora do Senado Federal não estar dando atenção aos vários pedidos de abertura de processo contra os ministros do Supremo Tribunal Federal, por crime de responsabilidade. Conforme o senador, alguns pedidos estão acompanhados de milhares de assinaturas de brasileiros, mas mesmo assim não têm tido resposta por parte do comando da Câmara Alta. A esperança dos senadores que compactuam com Amin está na nova composição do Senado Federal, que será reconfigurada a partir de 1º de fevereiro. Em princípio, a partir de então, dos 81 senadores, 44 deverão ter postura muito crítica em relação ao STF.

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