Claudete MatosControle Emocional: Como responder a insultos com diplomacia

Controle Emocional: Como responder a insultos com diplomacia

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Algumas pessoas procuram palavras ásperas e grosseiras para atacar alguém, simplesmente por sentir-se intimidada pela pessoa.

 

Outro dia, uma amiga me contou uma situação com um “ex”. Disse-me: “Cansei de ouvir, baixar a cabeça e me calar.  Hoje respondo à altura e o que me vem à mente”.

 

Compartilhei com ela que, no meu trabalho, também já enfrentei situações parecidas — e aprendi que, na maioria das vezes, o ataque vem da tentativa de se sentir no controle.

 

É como se, ao tentar nos ferir com insultos, o outro ganhasse um “superpoder” e passasse a acreditar que está em posição superior.

 

Quando reagimos na mesma intensidade na verdade estamos dando munição à pessoa, ou seja, o controle. Sabia disso?

 

Volte seu pensamento lá em uma situação semelhante. Agora tente rever como você revidou a certos insultos.

 

A ilustração me lembra um controle remoto de televisão. A pessoa brinca com seus sentimentos porque ela tem todo o controle sobre você.

 

A Estratégia BLAST

 

Ao longo dos anos, descobri que usar diplomacia é muito mais eficaz que revidar. No atendimento ao cliente, por exemplo, aplico uma técnica chamada BLAST — ideal para “explosões” emocionais:

 

B – Believe (Acredite): Reconheça que o outro tem direito ao seu sentimento (não significa concordar com o que ele diz).

 

L – Listen to (Ouça): Preste atenção sem interromper, mesmo que a pessoa esteja irritada.

 

A – Apologize (Peça desculpas): Assuma o problema, sem dar desculpas vazias.

 

S – Solve (Resolva): Apresente soluções ou alternativas.

 

T – Thanks (Agradeça): Valorize a oportunidade de corrigir a situação.

 

Um exemplo prático: se o cliente recebe o produto errado, digo:

 

“Você tem todo o direito de estar chateado. Peço desculpas e agradeço por me avisar.”

 

Isso desarma a pessoa, em vez de alimentá-la com mais motivos para discutir.

 

Responder “à altura” é como colocar lenha na fogueira — ou gasolina no fogo.

 

Se, em vez disso, você “jogar água” com calma e controle, o outro ficará sem argumentos.

 

Além disso, ao revidar, você desce ao mesmo nível da provocação, e provavelmente esse não é o lugar onde você quer estar.

Do meu baú de memórias: Entrevista com o querido e amável cantor Tatau, em 1999, quando era o vocalista da banda Araketu.

O Dr. David Burns, no livro Sentindo-se Bem, recomenda:

 

“Em vez de repreender a pessoa, elogie-a pelo que ela fez certo.”

Ele sugere encontrar uma maneira de concordar com algo, mesmo que pequeno. Isso desarma discussões e fortalece sua paz interior, autoestima e eficácia.

 

Quando alguém tentar lhe agredir com insultos, lembre-se: isso diz mais sobre o caráter dela do que sobre o seu.

 

Você pode não mudar a outra pessoa, mas certamente pode preservar sua saúde emocional ao manter a postura.

 

Pessoas emocionalmente inteligentes mantêm conversas cordiais e não desperdiçam energia com o que não constrói.

 

Controle não é poder sobre o outro, é poder sobre si mesmo.

 

 

 

 

 

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