Desde o início do verão, o Extremo Sul de Santa Catarina já registrou seis mortes por afogamento em diferentes municípios da região. Os casos ocorreram em rios, jazidas, praias e até em parque aquático, a maioria deles em áreas não guarnecidas por guarda-vidas, o que reforça o alerta das autoridades para os riscos e a necessidade de prevenção.
O primeiro caso foi registrado no dia 6 de dezembro de 2025, em Praia Grande, quando uma mulher de 38 anos morreu afogada no Rio Canoa, às margens da SC-290, no bairro Primeiro de Maio. O local não contava com cobertura do Corpo de Bombeiros e ficava a cerca de três quilômetros do posto de guarda-vidas mais próximo. Quando as equipes chegaram, a vítima já estava em óbito.
Ainda em dezembro, no dia 15, um jovem de 26 anos, natural de Recife (PE), morreu afogado em uma jazida na Sanga da Toca, em Araranguá. A área também não era guarnecida. O jovem entrou na água durante o horário de almoço, em uma pausa no trabalho, e acabou submergindo em um ponto com cerca de 15 metros de profundidade. O corpo foi localizado pelos bombeiros já sem vida.
O terceiro registro ocorreu no primeiro dia de 2026, em Balneário Gaivota. Um homem de 39 anos sofreu um afogamento grave na noite de 1º de janeiro, nas proximidades do posto 10, no bairro Jardim Ultramar. Ele chegou a ser socorrido por guarda-vidas e pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio.
No dia 11 de janeiro, um jovem de 22 anos morreu afogado em água doce, em Passo de Torres, no Braço do Rio Mampituba, próximo à marginal da BR-101, no bairro Espigão do Piritu. A área é considerada não guarnecida. Após cerca de uma hora e meia de buscas, a vítima foi localizada a aproximadamente 30 metros do ponto de submersão, já com sinais evidentes de óbito.
Já no dia 14 de janeiro, outro caso foi registrado em Passo de Torres. Um homem de 43 anos morreu afogado na Praia de Miratorres, também em um trecho sem posto de guarda-vidas, mobilizando equipes de resgate de Passo de Torres e Sombrio.
O caso mais recente ocorreu no dia 15 de janeiro, em Araranguá, quando um funcionário de aproximadamente 25 anos morreu após um afogamento em uma piscina de um parque aquático, que estava fechado ao público no momento. Segundo as apurações, ele realizava a limpeza do local quando sofreu um mal súbito, caindo na piscina. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAER/SAMU Aeromédico tentaram reanimá-lo, mas o óbito foi confirmado no local.
Diante da sequência de ocorrências, o Corpo de Bombeiros Militar reforça o alerta para que a população evite entrar em rios, lagoas, jazidas e praias sem a presença de guarda-vidas, respeite a sinalização de perigo e redobre a atenção, especialmente durante o verão, período de maior incidência de afogamentos. As autoridades também orientam que, em caso de emergência, o acionamento imediato do 193 pode ser decisivo para salvar vidas.










