Diagnosticada com estenose valvar pulmonar, bebê precisa de cateterismo cardíaco com urgência; procedimento custa R$ 25 mil e família já arrecadou metade do valor
Moradores do bairro Raizeira, em Sombrio, os pais da pequena Amália Borges da Rosa, que completa quatro meses de vida neste dia 22, vivem dias de fé, apreensão e esperança. A bebê foi diagnosticada com estenose valvar pulmonar, uma cardiopatia congênita que dificulta a passagem do sangue do coração para os pulmões e que exige a realização urgente de um cateterismo cardíaco, único tratamento indicado para o caso.
O diagnóstico surgiu de forma inesperada, após um episódio de bronquiolite que não apresentou os sintomas clássicos da doença. O que chamou a atenção da mãe, Lorrana Cardoso Borges, foi a respiração excessivamente acelerada da filha.
“Ela não tinha os sintomas comuns da bronquiolite, mas a respiração estava muito rápida. Aquilo não era normal”, relembra.
A família — formada por Lorrana e pelo pai da criança, Guilherme Jerônimo da Rosa — buscou atendimento médico. Inicialmente, o diagnóstico foi de pneumonia. Com a piora da respiração, um novo atendimento apontou bronquiolite. Durante a avaliação, os médicos identificaram um sopro no coração, o que levou à solicitação de um ecocardiograma. O exame revelou a estenose valvar pulmonar.
“A bronquiolite acabou sendo o que nos fez descobrir o problema no coração. Se não fosse isso, talvez a gente nem soubesse até hoje”, relata a mãe.
Gestação marcada por medo e superação
O impacto do diagnóstico foi ainda maior devido ao histórico da família. Lorrana já havia perdido um bebê anteriormente, o que fez com que toda a gestação de Amália fosse vivida com muita apreensão.
Com 27 semanas de gravidez, a mãe precisou ser internada, recebeu medicação para conter o parto prematuro e permaneceu em repouso até o fim da gestação. Mesmo assim, Amália nasceu prematura, com 33 semanas.
“Sempre tivemos muito medo de doenças respiratórias. Descobrir um problema no coração foi desesperador”, conta Lorrana.
Apesar disso, Amália sempre apresentou boa evolução clínica, imunidade forte e desenvolvimento positivo, o que fortalece a esperança da família.
Do leve a moderado ao moderado a grave em poucas semanas
O primeiro ecocardiograma apontava um quadro leve a moderado de estenose. Porém, cerca de um mês e meio depois, um novo exame revelou que a doença já havia evoluído para um estágio moderado a grave, demonstrando uma progressão rápida.
Segundo orientação médica, não se deve esperar a criança apresentar sintomas mais severos para realizar o procedimento.
“Quando surgem sintomas mais evidentes, é porque o coração já está sendo prejudicado. A cirurgia precisa acontecer antes disso”, explica Lorrana.
Atualmente, Amália não apresenta cianose — sinal caracterizado pelo arroxeamento dos lábios, dedos ou pés. O principal sintoma observado é a respiração acelerada, causada pelo esforço excessivo do coração, especialmente do ventrículo direito, para bombear o sangue até os pulmões.
Sem tratamento, o quadro pode evoluir para sobrecarga cardíaca, hipertrofia do coração e, com o tempo, risco de morte.
Cateterismo é o único tratamento indicado
De acordo com os médicos, o cateterismo cardíaco é o único tratamento capaz de melhorar o quadro de Amália. O procedimento reduz imediatamente o gradiente da válvula pulmonar, melhorando o fluxo sanguíneo e diminuindo o esforço do coração.
“A melhora é imediata. Assim que o cateterismo é feito, o gradiente já diminui”, explica a mãe.
A cirurgia deverá ser realizada na Santa Casa de Porto Alegre. A possibilidade pelo SUS existe, mas a família enfrenta longas filas e atrasos.
“Ela já vai fazer quatro meses e nem a consulta com cardiologista pelo SUS saiu ainda. Depois disso, ainda teria que entrar na fila da cirurgia”, explica o pai, Guilherme Jerônimo da Rosa.
A pediatra que acompanha a bebê alertou que aguardar pelo sistema público pode ser arriscado, já que a doença apresenta progressão rápida e pode exigir uma cirurgia de urgência.
Rifa solidária mobiliza comunidade
Diante da urgência e do custo elevado do procedimento — R$ 25 mil — a família organizou uma rifa solidária para arrecadar recursos de forma mais rápida.
Prêmio: R$ 1.000,00
Valor: R$ 20,00 por número
Total: 1.000 números
Pagamento: via PIX
Prazo: até o final de fevereiro
Até o momento, a campanha já arrecadou cerca de metade do valor necessário, com a ajuda de pessoas de diversas cidades e estados do país.
Além da rifa, também é possível contribuir por meio de doações diretas via PIX:
PIX (CPF): 116.081.609-39
Titular: Lorrana Cardoso Borges
Todo o valor arrecadado será destinado integralmente ao procedimento. Caso haja saldo, ele será utilizado para consultas, exames e acompanhamento cardiológico contínuo, necessários ao longo de toda a vida de Amália.
Fé, aprendizado e esperança
Apesar da angústia e da espera, a família mantém a fé e a confiança.
“A Amália é muito forte. Tudo o que ela já viveu é um milagre. Deus está cuidando dela”, afirma Lorrana.
Para os pais, toda essa experiência tem sido também um aprendizado sobre empatia e solidariedade.
“Muitas pessoas que nem conhecíamos ajudaram. Outras, de quem esperávamos algo, não ajudaram. Isso nos ensinou muito”, destaca Guilherme.
Como ajudar
Rifa solidária:
https://www.riffadigital.com.br/rifa/1067
Doações via PIX:
CPF: 116.081.609-39
Titular: Lorrana Cardoso Borges
A família segue confiante de que, com o apoio da comunidade, fé e solidariedade, o coraçãozinho da Amália vai vencer essa batalha e garantir um futuro saudável e cheio de vida.










