quarta-feira, 18 DE março DE 2026
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Grupo que enviava cocaína e substâncias controladas para todo o país é condenado

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Dez pessoas faziam parte do grupo, que tinha laboratório clandestino de drogas em Balneário Arroio do Silva e Treze de Maio. Todos foram condenados

 

Arroio do Silva

Dez pessoas faziam parte do grupo que mantinha dois laboratórios para armazenamento, produção e distribuição da droga, em Balneário Arroio do Silva e Treze de Maio. O promotor de Justiça, Pedro Lucas de Vargas, foi responsável por denunciar a atuação do grupo na região Sul do estado.

Em Araranguá, dez integrantes de uma associação criminosa, denunciados pelo MPSC, o Ministério Público de Santa Catarina, foram condenados por tráfico e associação para o tráfico de drogas. Entre 2020 e 2021, o grupo manteve dois laboratórios clandestinos de drogas em Balneário Arroio do Silva e Treze de Maio, onde produziam e armazenavam cocaína e matéria-prima da droga, e depois distribuíam para diversos estados. A menor pena é de oito anos e nove meses e a maior ultrapassa 27 anos.

A associação criminosa foi formada para a obtenção de vantagem econômica para os réus proporcionada pelo tráfico de drogas, especialmente ao preparo e à distribuição de drogas e substâncias controladas, que eram armazenadas, preparadas e enviadas pelos réus a São Paulo e Minas Gerais, além de serem anunciadas na internet.

De acordo com o promotor de Justiça, Pedro Lucas de Vargas, o primeiro laboratório foi descoberto pela Polícia Civil em Balneário Arroio do Silva, e o segundo foi desmantelado pela Polícia Federal em Treze de Maio durante a “Operação Flipper”, que recebeu este nome pois no material ilícito enviado, via serviço postal, havia o símbolo de um golfinho, como uma marca registrada do grupo.

Como o grupo atuava na Região 

Conforme denúncia oferecida pelo MPSC, em novembro de 2020, os réus, dois homens e uma mulher, mantinham uma casa alugada em Balneário Arroio do Silva. A residência era ponto de produção, guarda e depósito de cocaína, de matéria-prima da droga, e de maquinário e instrumentos para fabricação.

Na divisão de tarefas, o casal do trio era responsável por produzir e armazenar a droga, a matéria-prima e o maquinário, por residir no local. Já o outro homem ficava a cargo de fornecer o que fosse necessário para produção da droga, bem como, posteriormente, fazer a distribuição do entorpecente.

Mais sete réus

Após o primeiro laboratório ser descoberto em Balneário Arroio do Silva pela Polícia Civil, o grupo deu seguimento nas atividades ilícitas, com a instalação de um novo laboratório em Treze de Maio.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, um homem exercia o comando da associação criminosa.

Outro casal tinha principais responsabilidades a oferta de insumos, especialmente produtos diluentes de drogas (feito à base de ácido bórico), em anúncios de sites e-commerce, assim como de enviar as substâncias para outros estados.

Outro homem tinha a função providenciar a locação de imóveis e disponibilizar seu nome para que o chefe do grupo pudesse efetuar a compra de propriedades para estabelecer residência de outros integrantes.

A companheira do chefe da organização criminosa estava ligada ao transporte, remessa e entrega de entorpecentes, substâncias controladas e diluentes da droga, além de envolvimento com a parte financeira da organização criminosa.

Um terceiro casal atuava na produção e armazenamento das substâncias, matéria-prima e maquinários para fabricação, preparação, produção ou transformação de droga, em Treze de Maio.

Durante as investigações foram encontrados 6kg de cocaína e 300kg de ácido bórico, além de outros insumos, produtos químicos e diversos maquinários para preparação de drogas.

No local, também ficou evidente o comércio interestadual de entorpecentes, já que foram localizados um caderno de anotações e recibos de postagens de encomendas enviados para diversos estados.

O chefe da organização foi condenado a 27 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tráfico de drogas, crime de associação para o tráfico e uso de documento falso.

Os outros nove integrantes do grupo também foram condenados, com penas que variam de 8 a 17 anos. Quatro acusados podem recorrer do processo em liberdade, cinco permanecem presos.

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