Um caso de estelionato envolvendo uma loja em Criciúma, suspeitos de Sombrio e Minas Gerais, foi descoberto na noite de terça-feira, dia 10, pela Polícia Militar.
A PM recebeu a informação, através da Agência de Inteligência da Polícia Militar, de que os materiais subtraídos através do crime de estelionato contra empresários de Criciúma, estariam sendo armazenados na região de Sombrio.
Após suspeitar de que compras efetuadas em seu estabelecimento, nas últimas semanas, que não foram compensadas, teriam sido pagas com cartões de crédito clonados, o proprietário de uma loja localizada em Criciúma procurou a Polícia Militar, para denunciar o caso. Segundo ele, as compras totalizaram cerca de R$ 200 mil.
Segundo ele, na terça-feira, dia 10, o suspeito efetuou uma nova compra no valor de R$ 22.670,00 para ser entregue no município de Sombrio a outro envolvido.
Por volta das 13h30min, a Agência de Inteligência passou a monitorar a ação, que iniciou com a contratação de um homem para efetuar o transporte dos produtos de Criciúma à Sombrio, com uma Saveiro branca. Em Sombrio, o motorista foi abordado por um terceiro suspeito, a bordo de uma Caminhonete Ford F1000 de cor amarela, que solicitou que o motorista o acompanhasse até uma residência para deixar os produtos, no bairro Januária, em Sombrio.
Durante as investigações, poucos minutos após a saída do motorista da casa do receptor dos produtos, esteve no local, conduzindo um automóvel Fiat Idea, o segundo envolvido, que teria pago pelo serviço do motorista e do receptor.
Com os produtos em seu veículo, ele se deslocou sentido Praia da Lagoinha, comunidade localizada na área Norte de Balneário Gaivota.
As equipes policiais identificaram a casa na qual o homem estaria residindo, que é coligada com um mercado, onde o suspeito mora com a esposa e filhos.
Ao ser questionado, o homem relatou que por várias vezes foi contratado pelo comprador denunciado na loja, para armazenar produtos adquiridos por ele e lhe enviar em um endereço na cidade de Ituitaba, em Minas Gerais, recebendo entre R$ 100 e R$ 600 para guardar e enviar as mercadorias.
Com ele foram encontradas placas de LED, caixas de fogos de artifício, lanterna, carretilha, alicates, materiais de pesca, entre outros produtos. De acordo com o morador de Balneário Gaivota, tudo seria enviado a Minas Gerais em breve.
Ao perceber que seria lesado novamente, o empresário colocou nas caixas para a entrega materiais de iluminação diferentes dos solicitados pelo comprador, de baixo valor e alguns danificados, para não sofrer mais prejuízos e proporcionar a abordagem pelas equipes policiais.
Outros materiais que já estavam na casa foram recolhidos e apresentados à Polícia Civil, para dar início às investigações e responsabilização dos envolvidos. O comprador não foi encontrado pela PM.
A Polícia apurou que outra empresa também foi lesada pelos criminosos.
Uma guarnição do PPT e Agência de Inteligência de Araranguá e Sombrio atuaram na ocorrência.











