O prefeito de Garopaba, Júnior Abreu (PP), foi preso na manhã desta quinta-feira (8) durante uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina que apura irregularidades em contratos de coleta de lixo no município. A ação, batizada de Operação Coleta Seletiva, também resultou na prisão preventiva de um servidor público e de um empresário do ramo de coleta e reciclagem de resíduos sólidos.
Além das prisões, a operação cumpriu dois afastamentos cautelares de secretários municipais de Garopaba e 16 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão ainda um ex-prefeito de Garopaba e o atual prefeito de Pescaria Brava, que anteriormente ocupou o cargo de secretário de Administração no município vizinho. Os nomes dos demais investigados não foram divulgados.
De acordo com a 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (Decor/Deic), a investigação foi concluída após apuração de um esquema de corrupção que envolve repasses a agentes políticos e fraudes em processos licitatórios, especialmente em contratos relacionados à coleta de resíduos. Segundo a Polícia Civil, os crimes teriam iniciado em 2016 e continuado mesmo após a troca de gestões municipais.
Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens e valores que somam cerca de R$ 1 milhão. As ações ocorreram, além de Garopaba, nos municípios de Pescaria Brava, Laguna e Tubarão. Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão.
O que dizem as defesas e prefeituras
O advogado Guilherme Silva Araujo, responsável pela defesa do prefeito Júnior Abreu, informou que aguarda acesso à decisão judicial que decretou as medidas cautelares para compreender os fundamentos da prisão e, posteriormente, adotar as medidas judiciais cabíveis.
Em nota, a Prefeitura de Garopaba afirmou que tomou conhecimento da operação na manhã desta quinta-feira e que aguarda acesso oficial aos autos para compreender os fatos, reforçando o compromisso com a transparência, o respeito ao devido processo legal e a continuidade dos serviços públicos.
A Prefeitura de Pescaria Brava confirmou que a Polícia Civil esteve no prédio da administração municipal para busca de documentos e informou que estava reunida para definir um posicionamento oficial sobre o caso.
Já a Prefeitura de Tubarão esclareceu que não foi alvo da operação, negando qualquer cumprimento de mandados ou ações da Operação Coleta Seletiva em suas dependências. O município afirmou que nenhuma secretaria, servidor ou gestor está envolvido nos fatos investigados.
A Polícia Civil segue com as investigações para aprofundar a apuração dos crimes e eventuais responsabilidades dos envolvidos.










