Um professor da rede municipal de ensino de Araranguá foi afastado provisoriamente de suas funções após denúncias feitas por mães de alunas adolescentes sobre supostos episódios de constrangimento dentro da sala de aula.
O caso foi registrado na Central de Plantão Policial no dia 28 de fevereiro, depois que uma estudante de 13 anos relatou situações que teriam ocorrido durante a aula. De acordo com as mães, que preferiram não se identificar, o professor teria feito comentários considerados ofensivos e inadequados para o ambiente escolar.
Segundo os relatos, em determinado momento ele teria dito a uma das alunas que ela deveria parar de rir porque “a boca e o sorriso dela eram feios”. Além disso, conforme as denúncias, o professor teria abordado temas como “trisal” e “swing”, além de fazer comparações de cunho sexual.
“Como pais de menores, isso é inadmissível. Queremos o afastamento dele”, afirmou uma das responsáveis. Um grupo de pais também foi até a escola pedir providências.
Investigação policial
O delegado Jorge Giraldi confirmou o registro da ocorrência e informou que o caso foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), responsável por investigar situações envolvendo vítimas adolescentes.
“Estou encaminhando a ocorrência policial para a delegacia competente, já que as vítimas são adolescentes. No meu entendimento, esse professor não deveria estar lecionando nessa escola”, declarou o delegado.
Ele também informou que conversou com a secretária municipal de Educação e encaminhou cópia do boletim de ocorrência para que fossem adotadas providências administrativas.
Professor é afastado e município abre processo
Em nota oficial, a Secretaria de Educação de Araranguá informou que, diante dos fatos divulgados nas redes sociais e na imprensa local, medidas administrativas imediatas foram adotadas.
O professor foi afastado provisoriamente de suas atividades, enquanto a Administração Municipal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos.
Segundo o município, qualquer eventual sanção disciplinar somente poderá ser definida após a conclusão do processo, respeitando o devido processo legal administrativo, com garantia de ampla defesa e contraditório.
A Secretaria também esclareceu que o professor não foi exonerado, permanecendo apenas afastado até nova manifestação da Comissão Municipal de Ética Pública, responsável pela análise do caso.
A Administração Municipal reafirmou ainda o compromisso com a transparência, a responsabilidade e o respeito aos trâmites legais, enquanto a investigação segue sob responsabilidade da DPCAMI.











