quinta-feira, 19 DE março DE 2026
PolíticaRolando Christian Coelho | João Rodrigues cancela renúncia do dia 21

Rolando Christian Coelho | João Rodrigues cancela renúncia do dia 21

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que é pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD, cancelou a renúncia de seu mandato, que estava programada para acontecer no próximo sábado, dia 21. De acordo com ele, o motivo é a realização de um evento ligado ao setor agrário em Chapecó, que estaria inviabilizando qualquer outro encontro de grande porte no município, especialmente por conta da lotação na rede hoteleira.

Por óbvio que se trata de uma desculpa esfarrapada, até porque o tal evento agrário já está marcado há mais de seis meses, e João Rodrigues marcou sua renúncia há poucos dias. Ele não teria feito isto se vislumbrasse qualquer tipo de conflito de interesses na questão concernente a rede hoteleira, por exemplo.

O fato real é que João Rodrigues já não sabe mais se irá, ou não, renunciar para disputar o Governo de Santa Catarina, ainda que tenha afirmado ontem à noite que seu projeto rumo a uma candidatura ao governo do Estado pelo PSD continua em pé. Todavia, este projeto, que já vinha se arrastando, sofreu um revés e tanto, depois que o ex-governador Jorge Bornhausen, do nada, disse, na quinta-feira da semana passada, que o prefeito chapecoense não seria mais candidato ao governo pelo PSD. A primeira reação veio da federação União Progressistas, que retomou as conversações para estar aliada ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Já dentro do MDB a tese de candidatura própria do partido ao governo ganhou força, em que pese os defensores de uma aliança com Jorginho. Já os que defendiam aliança com João Rodrigues, não à toa, sumiram do mapa.

Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o prefeito disse que irá realizar um encontro do PSD até o dia 4 de abril. Ontem à noite o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, garantiu a João Rodrigues que o partido não tem plano “b” em Santa Catarina, e que o projeto continua sendo a candidatura do prefeito de Chapecó ao governo.

Paralelo a este desdobramento, o comando estadual do PSD suspendeu a reunião que aconteceria ontem à noite, em Florianópolis, para discutir o processo de expulsão do partido do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por infidelidade partidária. João Rodrigues disse que não concorreria ao governo se Topázio, que é aliado do governador Jorginho Mello, permanecesse no PSD. Agora, por conta da declaração de João Rodrigues, o PSD dá a entender que não expulsará Topázio se o prefeito de Chapecó não renunciar para concorrer ao governo.

Finais

Presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, deu um canetaço, ontem, e reconduziu o senador Esperidião Amin ao comando do partido em Santa Catarina. Nos últimos meses esta função vinha sendo exercida pelo ex-deputado federal Leodegar Tiscoski, que permanece entre os 21 nomes que comandarão a legenda até dia 14 de setembro, quando deve acontecer a tão esperada convenção estadual do partido, para a escolha de um diretório e executiva que emane das bases do partido. A decisão acontece dois dias depois de os deputados do Progressistas darem explicitamente a entender que o melhor caminho para o partido em 2026 é uma aliança com o governador Jorginho Mello. Já Amin, por sua vez, vislumbra a possibilidade da formação de uma grande aliança, que uma PSD, Progressistas, União Brasil e MDB. Através dela ele tentaria viabilizar seu projeto de reeleição.

O fato é que este retorno de Esperidião Amin ao comando estadual do Progressistas não foi nenhum pouco digerido pelos deputados do partido, e tampouco por Leodegar Tiscoski. Isto porque o Progressistas estadual simplesmente recebeu um ofício de Ciro Nogueira dizendo que o comando do partido havia mudado. Ninguém foi consultado, ou comunicado previamente sobre a mudança. Tratou-se, meramente, de um acerto entre Ciro e Amim, reeditando velhas práticas já adotadas em outras ocasiões pelo senador. Nitidamente, a intenção de Esperidião Amim é tentar inibir o apoio em massa de seu partido ao projeto de reeleição de Jorginho Mello. Com o Progressistas na base de apoio de Jorginho, seria muito difícil explicar para o eleitor catarinense que é melhor votar em Amim, do que votar em Carol de Toni (PL), e em Carlos Bolsonaro (PL), para o Senado. O que Amim quer é liberdade, para poder fazer sua campanha, e com Jorginho esta liberdade não existirá.

Quanto aos deputados e prefeitos do Progressistas, e o risco iminente de rompimento com o governador, bom, isto não é problema de Amim. Pelo menos não na sua lógica.

spot_img
spot_img
spot_img

Matérias Relacionadas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


  • Damos valor à sua privacidade

    Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

    Cookies estritamente necessários

    Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

    Cookies de desempenho ⬎

    Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

    Cookies de funcionalidade ⬎

    Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

    Cookies de publicidade ⬎

    Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

    Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.