Oito prefeitos renunciaram aos seus mandatos para disputar as eleições deste ano em Santa Catarina. Seis deles almejam concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, o que inclui o ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PP). Os outros dois são o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que disputará o Governo do Estado, e o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), que disputará a vice-governadoria, na chapa do governador Jorginho Mello (PL).
Também no embalo do calendário eleitoral, nove deputados mudaram de partido durante a janela de transferência partidária. O maior beneficiado foi o PL, que ganhou quatro novos parlamentares estaduais e um federal. Os deputados estaduais Jair Miotto e Marcos da Rosa deixaram o União Brasil e migraram para a legenda do governador, a exemplo de Camilo Martins, que deixou o Podemos, e de Júnior Cardoso, que deixou o PRD. Afora eles, o deputado federal Ismael dos Santos também migrou para o PL, depois de deixar o PSD. O PL, no entanto, também registrou uma baixa, através de Nilson Belanda, que saiu da legenda e se filiou ao PSD.
Só até aí já são seis mudanças. As outras três foram protagonizadas pela deputada federal Geovânia de Sá, que deixou o PSDB e se filiou ao Republicanos, mesmo destino tomado pelo deputado estadual Lucas Neves, que deixou o Podemos. Por fim, o deputado estadual Vicente Caropreso confirmou sua saída do PSDB para consequente filiação ao União Brasil.
Fechada a janela de transferência partidária, o PL se manteve com o maior partido da Assembleia Legislativa, só que agora com 14 parlamentares, três a mais do que tinha antes, a frente do MDB, que manteve seus seis deputados, do PT e PSD, com quatro cada um, do PP, com três, do União Brasil que perdeu metade da bancada e agora tem dois deputados estaduais, mesma quantidade do Republicanos. Já o Podemos, PSDB, Novo, PDT e Psol ficaram com um deputado cada.
Já na Câmara Federal, o PL subiu de seis para sete deputados, sendo seguido do MDB, que manteve seus três, do PT, que manteve seus dois, do Republicanos, que conquistou a filiação de Geovânia de Sá e agora tem dois deputados federais, e do Novo e União Brasil, que mantiveram cada qual seu único parlamentar.
Finais
- Diante deste novo cenário, o governador Jorginho Mello contará com o apoio de 18 deputados estaduais e dez federais para seu projeto de reeleição. João Rodrigues contará com o apoio de 15 deputados estaduais e quatro federais. Já Gelson Merisio (PSB) contará com o apoio de seis estaduais e dois federais. Se for candidato a governador, como vem dizendo, o deputado estadual Marcos Vieira (PSDB) contará com o apoio de seu próprio mandato para seu projeto. Por óbvio que, como se sabe, em política a matemática nunca é exata. Não serão poucos os deputados ligados especialmente a base de apoio de João Rodrigues que trabalharão pela reeleição de Jorginho Mello. José Milton Scheffer e Pepê Colaço, ambos do Progressistas, são dois deles.
- E mesmo sendo severamente assediado pelo governador Jorginho Mello, o MDB conseguiu manter intactas suas bancadas parlamentares. Os deputados estaduais Antidio Lunelli e Jerry Comper, apesar de todas as propostas feitas por Jorginho, se mantiveram no MDB, a exemplo dos suplentes Emerson Stein e Cleiton Fossá. Antidio chegou a receber proposta para ser suplente de senador de Carolina de Toni (PL). Já para Jerry Comper foi oferecida uma candidatura pelo PL de Ibirama, sem adversário interno na região, o que seria praticamente uma nomeação para um novo mandato no parlamento estadual. Outro partido que se manteve firme foi o Progressistas, mesmo com o deputado Pepê Colaço tendo recebido proposta para ser o único candidato do PL na região de Tubarão.










