Governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu de disputar a Presidência da República no pleito nacional. Ele era o principal nome do partido para o embate eleitoral deste ano, com vistas a conquista do Palácio do Planalto. Com isto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passa a ser o principal nome do partido para a disputa presidencial.
A desistência de Ratinho foi motivada, principalmente, por conta da migração do senador Sérgio Moro, do União Brasil, para o PL, da família Bolsonaro. Com isto, Sérgio Moro passa a ser o candidato oficial do presidenciável Flávio Bolsonaro na disputa pelo governo paranaense. O senador, que já lidera às pesquisas, passou a ser um nome praticamente imbatível, o que exigirá de Ratinho Júnior um esforço gigantesco para fazer um aliado como seu sucessor. Se renunciasse ao governo do Paraná para disputar à Presidência, ele tornaria Sérgio Moro ainda mais favorito em seu Estado.
A falta de perspectiva de chegar ao segundo turno, em uma eleição que já vislumbra totalmente bipolarizada entre o presidente Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, também foi fator decisivo para que Ratinho permanecesse à frente do governo do Paraná.
Sua desistência traz um prejuízo significativo para o PSD catarinense, que almeja ter o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, como seu candidato ao Governo do Estado. O fato é que, além da amizade pessoal entre João Rodrigues e Ratinho Júnior, é preciso levar em conta que Santa Catarina possui mais de mil quilômetros de divisa com o Estado do Paraná. A boa gestão de Ratinho Júnior acaba refletindo positivamente em municípios catarinenses próximos ao seu Estado. Por conta disto, uma candidatura presidencial sua acabaria influenciando positivamente os olhares do eleitor sobre a candidatura de João Rodrigues.
Finais
Auto eleito presidente do Progressistas catarinense há quase uma semana, o senador Esperidião Amin ainda não reuniu o comando do partido para tratar da eleição estadual deste ano. Amim está preferindo se reunir com possíveis aliados, ligados ao PSD, União Brasil e MDB, objetivando contribuir para a formação de uma aliança de oposição ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). O problema é que a absoluta maioria dos deputados estaduais e prefeitos do partido querem aliança com o governador.
A esperança destes, agora, está em uma composição nacional que coloque na mesma majoritária presidencial o PL e o Progressistas. Neste sentido, vislumbra-se a possibilidade da senadora Tereza Cristina da Costa Dias, do Progressistas do Mato Grosso do Sul, concorrer como candidata a vice do senador Flávio Bolsonaro. Em um arranjo como este, o partido de Amim ficaria amarrado ao PL de Jorginho Mello em Santa Catarina. O vice mais provável de Flávio, no entanto, é o governador de Minas Geral, Romeu Zema (Novo).
Nesta terça-feira, o Sul do Estado receberá a visita do governador Jorginho Mello (PL) para uma série de entregas que abrangem três municípios da mesorregião. O roteiro começa por Tubarão, agora pela manhã, onde o governador realiza a entrega de obras ligadas às Secretarias de Educação e da Defesa Civil, cujos benefícios se estendem também aos moradores de Pescaria Brava. Na sequência, às 14h, a comitiva segue para Içara, onde ocorre entregas de veículos ligados ao setor da Saúde. O encerramento do roteiro acontece em Araranguá, a partir das 16h, em um ato simbólico no Ancoradouro da Balsa do rio Araranguá. Nesta ocasião, será assinada a Ordem de Serviço para a construção da Quarta Ponte sobre o Rio Araranguá, popularmente conhecida como a Ponte de Ilhas. Com um investimento de R$ 24,7 milhões, a obra representa a realização de um anseio que atravessa décadas aqui no Extremo Sul catarinense. A ponte também é fundamental para dar um sentido ainda maior a rodovia Caminhos do Mar, que ligará Passo de Torres até ela.











