De passagem por Santa Catarina, ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), descartou a possibilidade de concorrer como candidato a vice na chapa presidencial a ser encabeçada pelo senador fluminense Flávio Bolsonaro (PL). Zema disse que seu plano é o de levar adiante sua candidatura à Presidência da República, como uma maneira de defender, de forma mais aberta, as ideias ultraliberais de seu partido.
É interessante observar que Zema também é cotado para ser vice de Ronaldo Caiado, que será candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD. Isto porque, a proximidade dele com o PSD é bastante grande. Em outubro passado, por exemplo, seu então vice-governador, Mateus Simões, deixou o Novo e se filiou ao PSD, com o seu aval. Naquele momento vinha sendo costurada uma chapa presidencial em que figurava o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), como candidato a presidente, e Zema como vice, com o apoio do PSD de Gilberto Kassab. Tarcísio poderia até mesmo ir para o partido de Kassab para disputar à Presidência. Nada disto, no entanto, se concretizou. Sempre é bom lembrar que Gilberto Kassab era o braço direito e esquerdo de Tarcísio de Freitas, no governo paulista, até o último dia 25 de março.
Por ora, no entanto, a retórica de Romeu Zema é a mesma de qualquer político de grande calão que quer firmar seu nome em nível nacional. Neste sentido, ele tem reafirmado sua disposição de disputar a Presidência, buscando alianças apenas no segundo turno. É muito provável, no entanto, que o ex-governador mineiro acabe sucumbindo, já que seu partido ainda carece de capilaridade eleitoral para enfrentar um pleito federal da magnitude do que se avizinha em outubro próximo. Seu caminho natural seria ser vice de Flávio Bolsonaro, mas é preciso ficar atento às eleições proporcionais em todo o país. Candidatos a deputado federal e estadual do Novo não fazem nenhuma questão de estarem aliados ao PL, no primeiro turno, pois o partido da família Bolsonaro é seu principal adversário dentro do quadrante ideológico da direita. Por conta disto, muito melhor ter candidatura própria à Presidência, ou se aliar ao PSD, para que as candidaturas proporcionais do Novo tenham luz própria.
Finais
- Deputado estadual Marcos Vieira, que é o presidente estadual do PSDB, declinou da possibilidade de concorrer ao Governo do Estado. De acordo com o parlamentar, seu projeto voltará a ser o de tentar a reeleição. Natural de Florianópolis, o parlamentar vai em busca de seu sexto mandato. Por sua vez, o vereador sombriense Jucimar Custódio, o Bujão, decidiu por sua permanência no PSDB, por onde encaminhará, do mesmo modo, sua candidatura à Assembleia Legislativa pelo ninho tucano. Bujão nutre a expectativa de alcançar a marca de 15 mil votos, assegurando uma vaga no parlamento estadual ou emplacando a primeira suplência de seu partido, que provavelmente seria a suplência do próprio Marcos Vieira. De acordo com o vereador, a possibilidade de sua migração para o Republicanos, para concorrer a estadual, foi descartada, por conta do risco de perda de seu mandato no legislativo municipal por infidelidade partidária.
- Após estar presente no lançamento das pré-campanhas de José Milton Scheffer a deputado federal, e de Evandro Scaini a estadual, ex-prefeito de Sombrio, José Antônio Tiscoski da Silva, o Professor Jusa, disse que seu envolvimento no pleito eleitoral deste ano será discreto, e vocacionado meramente a apoiar seus correligionários progressistas. De acordo com Jusa, trata-se de uma obrigação moral de sua parte apoiar os projetos eleitorais de Zé Milton e Scaini, tanto por uma questão partidária, quanto por sua amizade pessoal com ambos. O ex-prefeito, no entanto, descarta a possibilidade de qualquer envolvimento maior em suas campanhas. No embalo, Professor Jusa também diz que não possui mais nenhuma pretensão política eleitoral, e descarta, de forma incisiva a possibilidade de voltar a disputar à Prefeitura de Sombrio. De acordo com ele, os nomes mais indicados para o embate de 2028 no Progressistas do município são o do empresário Edson Talau e o do bioquímico Cristian da Rosa.










