segunda-feira, 2 DE março DE 2026
TecnologiaTambém não sabe o que é Metaverso? Entenda

Também não sabe o que é Metaverso? Entenda

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Eventos de inovação, desfiles de moda, shows virtuais, produtos para avatares: nos últimos meses, ficou quase impossível não ouvir em algum momento a palavra metaverso. O termo ganhou força em outubro do ano passado, quando Mark Zuckerberg anunciou que o Facebook mudaria de nome para Meta e passaria a focar no desenvolvimento desse novo ambiente virtual.

Desde então, outros setores também passaram a explorar esse universo, mesmo sem entender todo o seu potencial. A indústria da moda, do entretenimento, dos alimentos e da educação já lançaram suas iniciativas no metaverso. Até o BBB teve uma experiência no metaverso, com o ator Arthur Aguiar e o atleta Paulo André.

Mas afinal, qual é a origem do termo? Como entrar e investir nessa realidade virtual? Veja a seguir as respostas para as principais perguntas sobre o assunto.

O que é metaverso?

O metaverso pode ser definido como uma rede de mundos virtuais, que tenta replicar a realidade, com foco na conexão social. Entusiastas da proposta como Mark Zuckerberg, CEO da Meta, acreditam que esse é o futuro da internet e que nós estaremos interagindo dentro desse universo em breve. A ideia é que as fronteiras entre o físico e o virtual sejam cada vez mais dissolvidas e nossos avatares se tornem uma extensão do nosso corpo.

O metaverso utiliza as tecnologias de realidade virtual e aumentada para proporcionar a imersão do usuário. Elas podem ser acessadas por meio de acessórios como óculos e manoplas, que são conectados a computadores ou smartphones. Empresas trabalham para fabricar óculos mais leves e acessíveis. E estudam também possibilidades mais extremas, como um implante no cérebro – o que eliminaria a necessidade de outros equipamentos.

Há quem também chame de metaverso experiências sem imersão, realizadas por meio de telas comuns, mas que incluem a parte social. É o caso de mundos virtuais como os jogos Fortnite e Roblox, por exemplo, que podem ser acessados ​​por meio de PCs, consoles e smartphones.

A maior parte dos empresários e especialistas concordam em um ponto: para que o metaverso imaginado por Zuckerberg se torne realidade, será preciso uma convergência de diversas tecnologias e o aprimoramento de muitas das ferramentas e equipamentos que existem hoje – o que pode levar até uma década para acontecer.

Qual a origem do metaverso?

O termo “metaverso” veio do romance de ficção científica “Snow Crash” (1992), de Neal Stephenson. Ele juntou as palavras “meta” (que pode ser traduzida do inglês como “transcendente” ou “mais abrangente”) e “universo”. No livro, os personagens usam avatares digitais para entrar em um universo online, na maioria das vezes para fugir dos horrores de uma realidade distópica.

Outro antecessor importante do metaverso foi Philip Rosedale, o criador do Second Life, jogo virtual em que os usuários podiam criar seus personagens e interagir dentro de um universo totalmente digital.

A realidade virtual como conhecemos hoje começou a ganhar forma na década de 1990 na indústria dos games, com o lançamento do Sega VR. Mas a ideia de combinar realidade virtual com redes sociais começou a ganhar força com o anúncio do Facebook.

Como entrar no metaverso?

Existem diversas formas de entrar no metaverso. Se estiver em busca da experiência imersiva, você vai precisar de óculos e manoplas de realidade virtual. Entre as opções disponíveis no mercado estão desde o Google Cardboard, que custa US$ 10, ao Oculus Quest 2, que sai por cerca de US$ 300.

Em seguida, é preciso decidir qual universo virtual será acessado. Decentraland, Axie Infinity, Horizon, Mesh, Sandbox, Fortnite e Roblox são algumas das plataformas mais procuradas no momento, por oferecerem uma variedade de experiências, desde jogos a espaços de trabalho virtuais, passando por entretenimento ao vivo.

Como investir no metaverso?

Para investir no metaverso, um primeiro passo é adquirir criptomoedas, que são utilizadas nos ambientes virtuais. É o caso das moedas MANA (Decentraland), SAND (The Sandbox) e ENJIN (Enjin Coin). O mesmo vale para fundos de investimento e ETFs (Exchange-Traded Founds) com cripto.

Outro investimento é por meio de NFTs (tokens não fungíveis). Eles podem fazer parte do metaverso de diferentes formas – como certificado da compra de um terreno virtual no Decentraland, por exemplo. Com o aumento da procura por espaços virtuais, o seu ativo será diretamente valorizado.

Uma forma indireta de investir é comprando ações de empresas como Meta, Microsoft, Roblox e Epic Games, que têm capital aberto na bolsa e apostam no segmento.

Época Negócios

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