Desde a semana passada, o taxista que foi assaltado e ferido por três bandidos, está de volta ao trabalho. O trabalhador levou um susto enorme e seis pontos na cabeça, depois de ser atingido com uma pedra pelos falsos clientes.
O táxi assaltado pertence ao taxista Adair, da América Táxi, que está na profissão há sete anos e passou por uma situação assim com seus veículos pela segunda vez. O taxista assaltado está na empresa de Adair há um ano e meio.
Adair conta que no dia do assalto, 6 de dezembro, o taxista estava estacionado em Balneário Gaivota, quando o trio chegou e solicitou uma corrida até Sombrio. O trabalhador se dirigiu ao local citado no início, mas começou a desconfiar quando os passageiros pediam para ir além, em direção ao interior. “Estava um sentado ao lado dele e dois atrás. Eles nem anunciaram o assalto, só passaram um arame pelo pescoço dele. Eles já estavam com a pedra no bolso e bateram nele”, detalha Adair.
Os ladrões, um maior de idade e dois menores, não levaram o carro, que atolou, e a polícia conseguiu recuperar os dois celulares roubados. “Ele disse que um dos assaltantes falou várias vezes em matar ele”, continua o proprietário do veículo.
Ter uma carteira de clientes já cadastrados é uma das principais formas de proteção dos taxistas. “A gente faz o que pode pra se proteger, fora isso é uma loteria”, diz Adair.
Taxista em Balneário Gaivota, Andrade está há 20 anos na profissão e fala sobre a insegurança. “A gente nunca sabe quem está levando e o risco é grande”, avalia. Entre os cuidados para evitar a violência, ele tem rastreador no automóvel, gosta quando a Polícia Militar aborda o veículo, possui clientes cadastrados e agora utiliza o Pix para ter algum conhecimento sobre o cliente. À noite, Andrade evita pegar passageiros na rua, a não ser conhecidos. Na profissão há 20 anos, desconfia quando a corrida é para locais como o interior da cidade, com pouco movimento.
Loro do Táxi, como o apelido já diz, é taxista em Sombrio e já passou por situações assustadoras. “A gente trabalha com receio e tem que ter muito cuidado, principalmente com as chamadas à noite. Com o tempo se aprende algumas coisas. Se é alguém que só quer ir na Gaivota e voltar, eu não vou”, avisa.
Loro foi assaltado há dois anos, quando teve um punhal encostado na barriga e precisou entregar o dinheiro que tinha. Em outra situação, levou um homem até Praia Grande e ao dizer o valor da corrida, o homem mostrou uma arma e perguntou se aquilo pagava. Foi uma corrida perdida. “Não dá pra identificar quem é bom ou ruim. Quando bota um cara do teu lado e mais dois atrás, é tenso”, finaliza o trabalhador.











